Previsão é que tempestade ganhe força e se transforme em um furacão de categoria 2; moradores começam a estocar suprimentos e reforçar casas

O presidente americano, Barack Obama, declarou nesta segunda-feira estado de emergência em Louisiana diante da chegada da tempestade tropical Isaac , que ameaça a costa desse Estado no sul do país, atingido em 2005 pelo devastador furacão Katrina.

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A declaração permite mobilizar os recursos federais para que sejam utilizados na ajuda às autoridades locais, por meio da Agência de Gestão de Crises (Fema, na siga em inglês), indicou a presidência americana em um comunicado.

Charles Harris leva pertences ao carro enquanto se prepara para deixar Lower Ninth Ward, em Nova Orleans
AP
Charles Harris leva pertences ao carro enquanto se prepara para deixar Lower Ninth Ward, em Nova Orleans

A decisão de Obama foi anunciada depois de o presidente ter sido informado sobre a situação pelo administrador da Fema, Craig Fugate, assim como pelos governadores dos Estados da costa do Golfo do México.

Obama "deu a ordem a Fugate para que faça com que a Fema esteja preparada, seja qual for a força da tempestade" quando ela atingir o litoral, ressaltou a presidência.

Obama conversou por telefone com os governadores de Alabama, Louisiana e Mississippi, assim como com o prefeito de Nova Orleans, e prometeu que eles "terão os recursos necessários frente à aproximação da tempestade".

A tempestade tropical pode se transformar em um forte furacão e tocar a terra perto do Estado da Louisiana, quase sete anos depois de a região ter sido alvo do furacão Katrina.

Previsão

A previsão é que o Isaac ganhe força e se transforme em um furacão de categoria 2, atingindo a costa do Golfo do México em algum ponto entre a Flórida e a Louisiana até o meio da semana, segundo o Centro Nacional de Furacões dos EUA.

Empresas produtoras de energia no Golfo trabalhavam para fechar algumas de suas unidades de operação antes da chegada da tempestade, que pode ser o maior teste para as instalações energéticas dos EUA desde 2008, quando os furacões Gustav e Ike prejudicaram a extração offshore de petróleo por vários meses e danificaram plantas de processamento de gás natural na costa, dutos e algumas refinarias.

Alguns moradores da área do Golfo começaram a estocar suprimentos e reforçar suas casas. Em Nova Orleans, longas filas se formaram em postos de gasolina. Em Gulfport, no Mississippi, as pessoas lotaram supermercados para comprar garrafas de águas e alimentos enlatados.

*Com AFP

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