Comitê britânico incorpora zika à preparação de atletas para a Rio 2016

Por BBC | - Atualizada às

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Trata-se da primeira potência olímpica a expressar preocupação com o impacto da doença na competição

BBC

O Comitê Olímpico Britânico (BOA, na sigla em inglês) incorporou aos treinamentos dos atletas que participarão dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro técnicas para evitar mordidas de mosquito e muitas informações sobre o vírus zika. A estratégia faz parte do monitoramento que dirigentes britânicos estão fazendo do surto da doença na cidade.

A informação foi passada com exclusividade à BBC Brasil, e um porta-voz da BOA disse ainda que a entidade está consultando regularmente especialistas da London School of Tropical Medicine, um dos mais importantes centros de estudos de saúde pública do mundo.

Todas as obras serão vistoriadas a 30 dias da competição para eliminar possíveis focos do inseto
Empresa Olímpica
Todas as obras serão vistoriadas a 30 dias da competição para eliminar possíveis focos do inseto

“O comitê está a par do surto de zika no Brasil e vai monitorar a situação nos próximos meses. Manteremos contato constante tanto com a Rio 2016 quanto o Comitê Olímpico Internacional (COI), o que já é normal como parte da preparação para um competição desse porte."

Até recentemente, a principal preocupação dos britânicos era com problemas como a poluição nas águas da Baía de Guanabara e da Lagoa Rodrigo de Freitas, mas a BOA se tornou o primeiro comitê de uma potência olímpica a expressar publicamente preocupação com o zika nas Olimpíadas e um possível impacto direto no desempenho dos atletas.

Fora da esfera esportiva, diversos países já tomaram precauções: governos de Estados Unidos, Canadá e União Europeia pediram que mulheres grávidas evitem viagens ao Brasil neste momento.

Em resposta, a Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou novas medidas de controle para o período em que milhares de turistas estrangeiros são esperados na cidade.

De acordo com as informações adiantadas à BBC, o Rio deve intensificar o trabalho de vistoria das instalações olímpicas a partir de abril, quatro meses antes da cerimônia de abertura das Olimpíadas, marcada para 5 de agosto.

Leia também:

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O objetivo do trabalho é identificar focos do Aedes aegypti e garantir que as obras, em fase final, não contribuam para a proliferação do mosquito. Não foi informado se o efetivo atual de 3 mil agentes que trabalham no controle ao mosquito será aumentado para o período.

Já a 30 dias das competições, haverá uma vistoria em todas as instalações olímpicas, desta vez com outro intuito: determinar a necessidade de borrifar inseticida com máquinas instaladas em caminhonetes, procedimento conhecido como fumacê.

Em nota enviada à BBC Brasil, a prefeitura disse ainda que, em julho, locais de competição e de grande aglomeração de público e seus arredores serão vistoriados.

"Será eliminado qualquer possível reservatório remanescente das obras e tratados os não passíveis de eliminação, para evitar o surgimento de focos do mosquito. Se houver indicação técnica de aspersão de inseticida (fumacê), isso será feito", acrescentou a nota enviada à reportagem.

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