“Foi só um boato”, diz advogado sobre morte de Bruno em penitenciária

Informação chegou a fechar o Fórum Criminal de Contagem durante depoimento de Fernanda de Castro

Carolina Garcia e Ricardo Galhardo - enviados a Contagem (MG) | - Atualizada às

Alex de Jesus/O Tempo/Futura Press/Arquivo
Bruno deixa o Fórum de Contagem na quarta-feira

Durante o quarto dia de julgamento, em meio ao interrogatório de Fernanda de Castro, surgiu a informação de que o ex-goleiro Bruno Fernandes, acusado de mandar matar Eliza Samudio, teria morrido na Penitenciária Nelson Hungria, onde o jogador segue preso. A informação gerou tumulto e chegou a fechar o Fórum Criminal de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, por alguns minutos.

“Eu recebi a informação que o Bruno teria morrido no presídio [Nelson Hungria]. As autoridades foram lá e verificaram e ele está bem. Foi só um boato”, esclareceu o novo advogado do réu, o defensor Lúcio Adolfo da Silva. A polêmica surge um dia após a confissão parcial de Macarrão, que colocou Bruno como principal mandante e articulador do assassinato de Eliza.

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O tumulto foi provocado pelo próprio advogado. Adolfo passou na frente de jornalistas que estavam na calçada na frente do fórum falando ao celular. "Suicidou? Espere aí que estou checando".

A frase provocou um alvoroço. Cerca de 60 pessoas entre cinegrafistas, fotógrafos, repórteres e produtores de TV que estavam do outro da lado da rua pularam a grade de proteção e cercaram o advogado. Por pouco ninguém se machucou. Assustado, o advogado voltou para dentro do fórum, que foi invadido.

Ele só conseguiu deixar o local sob escolta policial para uma tumultuada entrevista. Pouco antes, o advogado se irritou com a desorganização dos jornalistas e jogou uma garrafa de água no chão.

A confusão repercutiu até no plenário. Repórteres que acompanhavam o depoimento de Fernanda Gomes souberam do boato e deixaram o plenário às pressas. A juíza Marixa Rodrigues se incomodou com a movimentação brusca e restringiu a entrada e saída de jornalistas.


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