Professores fazem paralisação nacional pelo piso do magistério

Nos próximos três dias, docentes farão manifestações em diferentes Estados. Em Brasília, greve é por tempo indeterminado

iG Brasília |

Professores da rede pública de todo o País iniciam nesta quarta-feira manifestações para defender o pagamento do piso salarial por gestores municipais e estaduais. Na pauta de reivindicações, está também a garantia de mais recursos para a educação: 10% do Produto Interno Bruto (PIB), eles querem.

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Este ano, com o reajuste proposto pelo Ministério da Educação, o piso subiu 22% e passou a R$ 1.451 . Levantamento feito pela Agência Brasil na semana passada com base em informações das secretarias estaduais de Educação mostra que nove Estados não pagam o valor . Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), são 17 os Estados que não cumprem o valor do piso nacional do magistério. Os dados foram repassados por sindicatos da categoria em cada unidade da Federação e mostram que apenas São Paulo, Pernambuco, o Pará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Goiás e o Distrito Federal estão dentro da lei. Segundo os sindicatos, alguns governos estão divulgando valores que não se referem ao piso, mas à remuneração total, para se enquadrar.

Passeatas, assembleias e até seminários estão marcados na programação dos sindicatos locais, de acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Em Brasília, os professores – que já estão em greve por tempo indeterminado desde segunda-feira – farão uma manifestação em frente à residência oficial do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, em Águas Claras. Em Curitiba, os professores da rede municipal entraram em greve nesta quarta-feira , também por tempo indeterminado, e fizeram uma manifestação em frente à Prefeitura. Eles exigem piso salarial de R$ 1.800 por uma jornada de 20 horas semanais.

As informações sobre a adesão dos professores em Brasília estão desencontradas. Para o Sindicato dos Professores (Sinpro), cerca de 70% dos docentes aderiram ao movimento. Já a Secretaria de Educação, estima que 30% deles paralisaram as atividades. 

Em São Paulo e Minas Gerais, há panfletagens previstas durante os próximos três dias em locais de grande circulação de pessoas. Na Bahia, haverá assembleias de trabalhadores em cerca de 50 municípios baianos. Em Salvador, está prevista uma caminhada e panfletagem sobre a paralisação. No Cerá, a estratégia será a realização de seminários.

Em Goiás, os professores vão visitar gabinetes de deputados em busca de apoio. Em Pernambuco, há uma passeata marcada para as 14h. No Rio Grande do Norte e no Rio Grande do Sul, os professores vão decidir se entrarão em greve durante a tarde.



*Com informações da Agência Brasil

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