Procurador do Ceará tenta anular mais uma questão do Enem

Na noite de segunda-feira, Justiça cancelou 13 perguntas. Para Oscar Costa Filho, há mais problemas no exame

Daniel Aderaldo, iG Ceará |

O procurador Oscar Costa Filho , do Ministério Público Federal (MPF) no Ceará, informou na manhã desta terça-feira que irá apresentar um requerimento à Justiça Federal pedindo que mais uma questão do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) seja anulada. Ele defende que a decisão judicial editada na noite de segunda-feira se estenda à questão 25 do caderno amarela do Enem.

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Oscar Costa Filho é autor da ação coletiva que levou o juiz federal Luiz Praxedes Vieira da Silva a decisão editada na noite de segunda-feira anulando 13 questões do Enem. O procurador pediu, contudo, a anulação de 14 questões. Agora, ele defende que a decisão se estenda à questão 25 do caderno amarelo por entender que ela é “muito parecida” à questão 11 do caderno de Ciências Humanas distribuído aos alunos pelo Christus.

De acordo com Oscar Filho, o pedido que ele faz é “simples” e espera que seja analisado com “facilidade” pelo juiz federal.

Reprodução
Procurador quer anular questão 25 da prova amarela do Enem. Item é muito parecido com um do simulado do colégio Christus

Recurso do Inep

Na segunda-feira, durante entrevista coletiva concedida à imprensa em Fortaleza, a presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Malvina Tuttman – sem conhecer o resultado da Justiça Federal editado horas depois – disse que iria recorrer caso não prevalecesse a vontade do Ministério da Educação (MEC ) de que apenas 639 alunos do Christus refizessem as provas.

Em 2010, Oscar Filho pediu a anulação total do Enem . Em novembro, logo após o exame ser aplicado com problemas de impressão em um lote e de troca do cabeçalho do gabarito, ele pediu a anulação do processo. Teve êxito na primeira instância e o gabarito oficial chegou a ser bloqueado pela Justiça, mas a decisão foi derrubada pelo Ministério da Educação .

Desta vez, entretanto, o procurador espera que o Inep não tenha sucesso no recurso. Segundo ele, refazer a prova dos 639 que tiveram acesso às questões antecipadas pelo colégio “fere a isonomia do concurso”, porque “individualiza” o problema.

Veja as questões do Enem que foram anuladas pela Justiça :

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