Técnicos de universidades pedirão 25% de aumento

Servidores administrativos irão recusar 15,8% proposto pelo governo, durante reunião no Planejamento. Se o governo aceitar, pacote pode saltar de R$ 1,7 bilhão para R$ 2,3 bilhões

Nivaldo Souza - iG Brasília |

A Federação de Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras (Fasubra) e o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) irão recusar nesta sexta-feira o reajuste de 15,8% proposto pelo governo para os 182 mil técnicos administrativos do ensino superior em greve.

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Em reunião no Ministério do Planejamento nesta sexta-feira (10), os sindicatos pedirão que o governo eleve o reajuste para 25%. O percentual deve aumentar para R$ 2,3 bilhões a oferta de R$ 1,7 bilhão sugerida pelo Planalto no início desta semana, quando o governo propôs reajustes anual 5% em 2013, 2014 e 2015. “A categoria já recusou essa proposta”, afirma o coordenador-geral da Fasubra, Paulo Henrique dos Santos.

Os representantes dos técnicos se reuniram na quarta-feira com o ministro Aloizio Mercadante (Educação) e apresentaram uma contraproposta. Segundo Santos, o ministrou anotou a reivindicação e prometeu que iria analisar.

Os sindicatos também pediram para o governo elevar de 3,6% para 4% a diferença percentual entre as 49 faixas salariais dos técnicos administrativos. A mudança, mais o aumento de 25%, seria suficiente para cobrir uma perda inflacionária de 13,6% medida pelo ICV-Dieese e 15% projetados para os próximos três anos por Mercante durante a reunião.

Santos afirma que os sindicatos “apresentaram outros cenários para tentar corrigir” problemas identificados na proposta elaborada pelos ministérios da Educação e do Planejamento. “Nossa preocupação é a manutenção dos salários com poder aquisitivo, com a compensação da inflação”, afirma.

A Fasubra e o Sinasefe se reúnem amanhã com o secretário de relações do trabalho do Planejamento, Sérgio Mendonça, na expectativa de ter as reivindicações atendidas. “Se o governo se mantiver irredutível, significará que ele não quer negociar e mesa de negociação não é para imposições”, diz o sindicalista.

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