Roberto Carlos: "Ninguém vai contar a minha história melhor do que eu"

Por Luísa Pécora , enviada ao cruzeiro Emoções em Alto Mar |

compartilhe

Tamanho do texto

Em cruzeiro, cantor conta que está ditando conteúdo de autobiografia, promete disco de inéditas para 2014 e opina sobre beijo gay: "Pessoas que se amam se beijam na boca"

Aos 72 anos, Roberto Carlos está cheio de novos projetos. A bordo do navio MSC Preciosa, no décimo ano do cruzeiro Emoções em Alto Mar, o cantor anunciou o lançamento de um livro comemorativo para abril, um show em Las Vegas em setembro e prometeu um disco de inéditas ainda em 2014.

Contou, ainda, que sua aguardada autobiografia vai sair “daqui a pouco” e opinou sobre uma série de temas polêmicos, das manifestações conta a Copa do Mundo ao beijo gay na novela das nove.

Roberto Carlos em entrevista no cruzeiro Emoções em Alto Mar. Foto: AgNewsRoberto Carlos em entrevista no cruzeiro Emoções em Alto Mar. Foto: AgNewsRoberto Carlos em entrevista no cruzeiro Emoções em Alto Mar. Foto: AgNewsRoberto Carlos em entrevista no cruzeiro Emoções em Alto Mar. Foto: AgNewsRoberto Carlos em entrevista no cruzeiro Emoções em Alto Mar. Foto: AgNewsRoberto Carlos em entrevista no cruzeiro Emoções em Alto Mar. Foto: AgNewsRoberto Carlos em entrevista no cruzeiro Emoções em Alto Mar. Foto: AgNewsRoberto Carlos em entrevista no cruzeiro Emoções em Alto Mar. Foto: AgNewsRoberto Carlos em entrevista no cruzeiro Emoções em Alto Mar. Foto: AgNewsRoberto Carlos em entrevista no cruzeiro Emoções em Alto Mar. Foto: AgNews

As novidades foram anunciadas em uma entrevista coletiva realizada neste domingo (9), na qual o Rei respondeu a questões de jornalistas e também de fãs - estas gravadas pelo Instagram. Não se esquivou de nenhuma pergunta e teve cada palavra ouvida com atenção por 400 passageiros que foram sorteados para participar do evento – e que explodiram em risos e aplausos em diversas ocasiões.

A primeira logo no começo, quando Roberto, muito bem-humorado, mencionou seu tratamento contra o transtorno obsessivo compulsivo. “Acho que estou melhor do TOC, porque estou sentado nessa cadeira roxa”, brincou. “Ninguém me avisou nada e eu não reclamei. A próxima deve ser marrom.”

Foi na cadeira roxa, uma das cores de que não gosta, que ele permaneceu sentado por quase duas horas. Outras coisas vêm mudando: Roberto voltou a comer carne e disse acreditar que em breve conseguirá cantar “Quero Que Vá Tudo Para o Inferno”, música que marcou sua carreira e que o TOC tirou do repertório. “Acho que logo, logo vou cantar essa canção”, afirmou. “Talvez neste ano.”

Photo Rio News
Roberto Carlos em entrevista no cruzeiro Emoções em Alto Mar

Biografias

Durante a entrevista, Roberto foi questionado várias vezes sobre sua opinião em relação às biografias não autorizadas, já que no ano passado foi um dos fundadores do grupo de artistas Procure Saber, defensor da proibição de obras deste tipo. Hoje desligado do grupo, o cantor afirmou que é a favor da publicação, desde que exista um equilíbrio entre direito à privacidade e liberdade de expressão.

Em várias ocasiões disse que “muita coisa precisa ser estudada” e reivindicou controle sobre sua trajetória. “Acho que a minha história é propriedade minha. Um biógrafo, por melhor que seja, escreve o que eu vivi”, disse Roberto, defendendo também um “acordo de porcentagem” para a comercialização da obra e eventuais adaptações para televisão e cinema.

O Rei afirmou que está “gravando e ditando” suas memórias, que serão entregues a uma pessoa que “vai botar tudo numa linguagem mais apropriada”. Preferiu não dizer quem, mas prometeu que não será uma obra chapa-branca.

Siga o iG Cultura no Twitter

“Muita gente pensa que na minha biografia vou esconder algumas coisas. Não. Não mesmo. Vou escrever tudo. Ninguém vai contar as coisas que me aconteceram, as coisas que eu sofri, que eu vivi, as alegrias, as tristezas, mas principalmente as alegrias. Ninguém vai contar minha história melhor do que eu.”

Segundo Roberto, ele já ditou histórias até os 25 anos. “Faltam dois terços”, disse, rindo.

Divulgação
Roberto Carlos em show no cruzeiro Emoções em Alto Mar

Novos projetos

Enquanto a biografia não sai, está previsto para abril o lançamento de um luxuoso livro para colecionadores só com fotos e letras de músicas do Rei. Com 400 páginas, a obra custa R$ 4,5 mil e terá apenas 3 mil exemplares impressos. No navio, 70 dos 500 exemplares disponíveis já foram reservados.

O livro, que deveria ter chegado às lojas no Natal de 2009, atrasou cinco anos por causa do cuidado de Roberto Carlos no processo de aprovação das fotos. “Eu demoro para fazer as coisas. Às vezes nem entrego, porque fico trabalhando, mexendo.”

Reforçando o caráter de “operadora de turismo” da marca Roberto Carlos, o Projeto Emoções em Las Vegas venderá ingressos para o show do Rei dentro de um pacote turístico completo com preços a partir de US$ 3,5 mil. Também neste domingo foi anunciado que participantes do programa de milhagens Smiles poderão trocar seus pontos por ingressos para shows.

O novo disco não tem data certa para sair, mas deve ter canções inéditas e a faixa “Esse Cara Sou Eu”, até agora lançada apenas em EP e no iTunes. Roberto disse que o repertório poderá incluir funks como “Furdúncio” e contou que gosta da ideia de gravar um disco de rock. “De vez em quando penso nisso.”

Opiniões, sonhos e vida pessoal

Questionado por jornalistas sobre temas polêmicos, como maus-tratos a animais, protestos contra a Copa do Mundo e agressões à imprensa, Roberto se saiu bem em todas as respostas e foi muito aplaudido quando deu sua opinião sobre o beijo gay no final da novela “Amor à Vida”.

“Acho que foi feito com muita elegância. Não me chocou porque vejo as coisas com muita naturalidade: pessoas que se amam, se beijam na boca”, afirmou. “Os gays têm direito a essa alegria, porque não causam mal a ninguém. Todo ser humano merece esse direito à felicidade.”

A tradicional pergunta sobre se ele está namorando veio logo no começo da entrevista. “Não estou namorando, não”, disse. “Namoraaaaando, assim, não."

O Rei também afirmou estar feliz com o fato de o cruzeiro ter chegado ao seu décimo ano, e elogiou principalmente o “clima de amor”. “A cada vez que saio do navio, falo que estou voltando para a realidade. Porque aqui são quatro dias de sonho. Me desligo do celular, das tensões, do disco que tenho que entregar”, contou. “Me sinto no meio da minha família. A gente está vivendo no mesmo teto, na mesma casa. Só não dormimos na mesma cama, né?”, brincou, arrancando novo suspiro da platéia.

Outros vieram quando o iG pediu que Roberto contasse quais são, hoje, seus maiores sonhos. “São muitos. Eu sou um sonhador. E sempre digo que o grande sonhador é o que sonha acordado, e eu sou desse tipo”, afirmou.

“Sempre falei que sonho em fazer uma canção de amor da melhor forma, da forma mais linda, mais lírica, mais tudo. Às vezes penso que posso já ter feito, mas, se fiz, quero fazer ainda mais. Meu sonho é sempre fazer mais do que já fiz. Estou tentando. E chego lá.”

* A repórter viaja a convite do Projeto Emoções em Alto Mar

Leia tudo sobre: roberto carlosemoções em alto marmúsica

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas