"O Ditador" faz graça com terrorismo e escatologia

Novo filme de Sacha Baron Cohen segue o estilo dos falsos documentários "Borat" e "Brüno"

Guss de Lucca - iG São Paulo | - Atualizada às

Conhecido pelos falsos documentários "Borat" (2006) e "Brüno" (2009), o comediante britânico Sacha Baron Cohen estreia nesta sexta (24) sua segunda comédia tradicional - a primeira, "Ali G Indahouse: O Filme", de 2002, teve repercussão apenas no Reino Unido.

Enquanto nos outros filmes parte do humor acontecia devido à reação das pessoas que acreditavam que seus personagens eram reais, em "O Ditador" a graça vem exclusivamente do roteiro escrito pelo humorista.

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A história acompanha o General Almirante Aladeen, ditador da nação africana de Wadiya (mostrada no filme na localização da Eritreia), durante uma viagem a Nova York. Nela, o déspota deve discursar na assembleia da Organização das Nações Unidas (ONU) e justificar a finalidade de seu programa nuclear.

Traído por seu tio Tamir (Ben Kingsley), ele acaba perdendo a barba e, com isso, é confundido com um protestante comum ao tentar invadir a sede da ONU. Para completar a farsa, um sósia é colocado em seu lugar e, diante das câmeras, anuncia o fim de seu regime e a primeira constituição do país.

Para recuperar sua identidade e impedir que Wadiya seja tomada pela democracia, Aladeen engana a ativista Zoey (Anna Faris), que o acolhe em sua loja de produtos ecologicamente corretos, e reune-se com o ex-chefe de seu programa nuclear, o cientista Nadal (Jason Mantzoukas), que ele havia ordenado a execução anos atrás.

Veja também:  Baron Cohen alfineta políticos na estreia de "O Ditador" em Londres

Apesar de ensaiado, "O Ditador" segue a cartilha de Baron Cohen, que não tem pudores para fazer piadas com judeus, árabes, negros, mulheres e celebridades - além de Megan Fox, que aparece no trailer como amante paga do general, outros famosos são citados de forma nada convencional.

Outro ponto comum nos trabalhos de Cohen é a escatologia. Quem se lembra do repórter cazaque Borat lutando nu com seu produtor ou da vinheta em que o pênis de Brüno diz seu nome dificilmente vai se chocar com as cenas em que são usados sêmen, fezes, urina e até um útero. Para aqueles que nunca viram o humorista em ação, fica a dica.

Veja na TViG: Comediante joga ´cinzas' de ditador norte-coreano em apresentador

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