Avenida Paulista recebe 12 obras interativas de arte eletrônica

Obras fazem parte da edição 2010 do FILE (Festival Internacional de Linguagem Eletrônica)

AE |

Divulgação
Edição 2010 do FILE começa nesta terça
A partir de hoje e ao longo do mês de agosto, a Avenida Paulista será palco de uma série de eventos, digamos, "experimentais". De perseguição de Tom e Jerry pelas fachadas dos prédios da via - num "grafite eletrônico móvel" - a um cubo espelhado de três metros no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), a via receberá 12 obras interativas - e gratuitas - do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (File), evento que chega à 11.ª edição na capital e que, pela primeira vez, será apresentado também na rua.

Além de tirar as obras das galerias, o festival deve aproximar o paulistano de sua mais famosa via. Uma das atrações é o Omnibusonia Paulista, ônibus que tocará sinfonias diferentes de acordo com o local em que estiver - ao passar na frente da Casa das Rosas, será apresentado poema musicado de Haroldo de Campos; no Parque Trianon, "pulmão da avenida", uma moda de viola, a lembrar que ainda é possível ter tranquilidade no local. São 22 músicas, que criarão uma "paisagem sonora" da Paulista.

"Levar o festival à rua é abri-lo a outro tipo de público, que não vai às galerias e não conhece essa vertente da arte eletrônica", diz a artista plástica Paula Perissinotto, uma das organizadoras do festival. "Por um mês, haverá esse diálogo entre o espaço público e a arte, com pedestres 'experimentando' sensações que não esperariam na avenida."

Na montagem dos equipamentos, ontem, as obras já chamavam a atenção: a que mais intrigava era o Infinito ao Cubo - cubo de metal e vidro suspenso por molas, espelhado por dentro, que leva seus 'passageiros' a sentirem como se estivessem flutuando. Além dos pontos na avenida, o File terá exposição fixa no Centro Cultural da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp).

Em quatro estações da Linha 2 - Verde (Consolação, Trianon-Masp, Brigadeiro e Paraíso) estão montados jogos eletrônicos, pendurados em tapumes, com temas atuais - como embates entre natureza e cidade -, para jogar com capacete sonoro e joystick. No Conjunto Nacional, foi montada uma esteira de aço de 20 metros de comprimento por onde corre uma onda metálica, dos artistas Rejane Cantoni e Leonardo Crescenti, os mesmos do cubo do Masp.

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