As 2.679 geleiras do país, que estão distribuídas por 19 cadeias de montanhas cobertas de neve, são fontes de água potável

Reuters

As mudanças climáticas reduziram as geleiras peruanas em 40% nas últimas quatro décadas e o derretimento gerou cerca de mil novos lagos a partir de 1980, afirmou o governo do Peru.

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Quase 90% das geleiras peruanas são menores do que 1 quilômetro quadrado, colocando-as em maior risco de desaparecer nos próximos anos, afirmou a autoridade responsável pela água no Peru em uma atualização sobre seus glaciares a partir dos anos 1970. As 2.679 geleiras do Peru, distribuídas por 19 cadeias de montanhas cobertas de neve, são fonte de grande parte da água potável do país.

A mudança climática deve diminuir as fontes de água no Peru, embora o derretimento das geleiras poderia aumentar a disponibilidade em alguns mananciais no curto prazo.

Em 1970, pelo menos 20 mil peruanos foram mortos depois que um terremoto fez uma geleira deslizar em direção à cidade serrana de Yungay.

O departamento responsável pela água do Peru disse que 996 lagos surgiram nos Andes desde 1980, quando o último levantamento foi realizado, elevando o novo total para 8.355.

O Peru abriga 70% das geleiras tropicais do mundo, que são especialmente sensíveis a temperaturas mais elevadas. O país vai sediar a Conferência das Nações Unidas sobre a Mudança Climática Global em Lima no fim de novembro e em dezembro.

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