Além das reivindicações dos trabalhadores, categorias levaram para a avenida Paulista pedidos de cada setor

O dia de manifestação convocado pelas centrais sindicais em todo o País reuniu, em sua maioria, profissionais que tentavam chamar atenção para as causas gerais dos trabahadores e por suas demandas próprias. De padeiros a domésticas, de petroleiros a funcionários do Hospital das Clínicas e de motoboys a empregados de empresas de telecomunicações, todos levaram para o "Dia de Luta" reivindicações da categoria.

Veja como ocorreram as manifestações em todo o País

Motoboys levaram suas reivindicações para a avenida Paulista
Beatriz Atihe/iG São Paulo
Motoboys levaram suas reivindicações para a avenida Paulista

Entre as pautas mais gerais estavam o fim do fator previdenciário, a jornada de 40 horas semanais sem redução salarial, o reajuste para os aposentados e maior investimento em saúde e educação.

Mas as categorias também foram ás ruas para pedir por demandas próprias, como o caso de Marcos Leonardo, de 17 anos, que é ligado ao sindicato dos motoboys. "Estamos aqui para lutar por maior segurança da categoria. Já que corremos tantos riscos, deveríamos ter melhores condiçôes de trabalho. É um absurdo nós termos que pagar multas tão caras, já que o salário não é alto".

Geralda Santos, de 60 anos, ligada ao Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo (SindSaúde), também buscava causas próprias na avenida Paulista: "nosso maior objetivo é a redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais. Eu trabalho no hospital Beneficencia Portuguesa e apesar de ser um hospital com requintes, os funcionários não tem hora de descanso e os que tem não tem setor de descanso", denuncia. 

A questão dos petroleiros foi levantada por Alberto Souza, de 72 anos. "A greve é importante, pois o que está em jogo são os interesses da classe trabalhadora. Nossas reivindicações específicas são o fim da terceirização e o fim dos leilões de petróleo".

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