Estado e Prefeitura afirmam, no entanto, que não haverá uma suspensão imediata. Com isso, movimento fará nova manifestação contra preço da passagem de ônibus nesta quinta (13)

Agência Estado

Manifestantes tomam as ruas de São Paulo em protesto contra aumento da tarifa de ônibus
Euclides Oltramari Jr./Futura Press
Manifestantes tomam as ruas de São Paulo em protesto contra aumento da tarifa de ônibus

Em reunião com o Ministério Público Estadual nesta quarta-feira (12), líderes do Movimento Passe Livre (MPL) concordaram com uma espécie de "cessar-fogo" para evitar novos protestos marcados para esta quinta-feira (13). Os manifestantes prometem evitar outra interrupção no trânsito em troca de uma suspensão, por 45 dias, do aumento no valor da tarifa, que passou de R$ 3 para R$ 3,20.

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Estado e Prefeitura, porém, afirmam que não haverá uma suspensão imediata. A avaliação, ao menos no governo do Estado, é de que a proposta soou como uma chantagem. Mas, oficialmente, o Palácio dos Bandeirantes informou que só comentaria a proposta após recebê-la oficialmente.

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O promotor público Maurício Ribeiro Lopes, da Promotoria de Habitação e Urbanismo da capital, foi incumbido de negociar uma forma de evitar a manifestação marcada para as 17h desta quinta, com concentração no Theatro Municipal. 

Ele promete levar nesta quinta-feira um documento assinado pelas lideranças, firmando o compromisso, para o prefeito Fernando Haddad (PT) e o governador Geraldo Alckmin (PSDB), que retornam de Paris, na França, onde defendiam a candidatura da capital como sede da Expo 2020.

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