Presos durante ação da Rota em "tribunal do crime" são levados para presídio

Julgamento de suposto sequestrador seria realizado em chácara de Várzea Paulista, em SP. Ontem (11), nove suspeitos foram mortos durante tiroteio com os agentes militares

iG São Paulo | - Atualizada às

Rafa Von Zuben/Futura Press
Policial mostra apreensões durante ação da Rota em chácara de Várzea Paulista, na Grande SP

Os cinco suspeitos, presos durante operação das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) em uma chácara em Várzea Paulista, na Grande São Paulo, foram transferidos nesta manhã de quarta-feira ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Jundiaí. Eles são suspeitos de participarem de um "tribunal do crime", onde um suposto estuprador seria julgado por integrantes de uma facção criminosa. Além dos presos, nove suspeitos foram mortos na ação .

Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP), uma denúncia anônima levou dois pelotões da Rota, com 40 policiais em 10 viaturas, até uma chácara de Várzea Paulista, a cerca de 50 km da capítal. A denúncia informava que "integrantes de uma quadrilha fariam uma espécie de tribunal”.

Os agentes da Rota, segundo a PM, chegaram ao endereço por volta de 16h30 e viram dois carros fugindo em direções opostas e em alta velocidade. Uma parte dos policiais ficou no local e a outra foi atrás dos veículos. Os criminosos dos dois carros teriam atirado contra os policiais, que revidaram. Em um dos veículos, dois suspeitos morreram e outro acabou preso. No outro carro, dois morreram e dois foram presos. Na chácara também houve confronto. Cinco foram detidos e cinco morreram.

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A mãe, o irmão, o padrasto e a vítima de estupro - uma menina de 12 anos - foram detidos quando saíam da chácara. Dentro do local foi achado o corpo do acusado de estupro - a perícia técnica vai determinar de qual arma saíram os tiros que o mataram.

Rafa Von Zuben/Futura Press
Área de galpão dentro da chácara na Grande São Paulo; paredes e chão com marcas de tiro


Operação legítima

A SSP ainda informou que os PMs apreenderam duas espingardas calibre 12, uma metralhadora, 9 pistolas e maconha, que estava dentro de uma geladeira. A polícia ainda teria encontrado dinamite e granadas. O Gate, Grupo de Ações Táticas Especiais, foi chamado para realizar a coleta do material. Entre os envolvidos, pelo menos seis já teriam sido identificados e possuem passagens pela polícia.

Até o momento, a polícia não divulgou os nomes dos suspeitos. "Estamos ainda levantando as informações sobre o caso para identificar os acusados, mas um dos chefes do grupo era conhecido como Príncipe", disse o secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira, em entrevista ontem (11).

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O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Roberval Ferreira França, a ação da Rota foi acertada porque era o que deveria ser feito diante de um "tribunal do crime". "Todos os indicativos atestam uma ação legítima", afirmou. França disse que a denúncia foi feita diretamente à Rota por telefone, no meio da tarde de ontem.

Ele explicou ainda que a operação foi motivada por uma denúncia anônima e negou que o episódio seja uma reação aos casos de execução de policiais. De acordo com comandante, os membros da corporação estão sempre preparados para retaliações do crime organizado.

*com AE e Agência Brasil

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