Publicitário morto por PMs é enterrado na zona sul de São Paulo

Ricardo Prudente de Aquino, de 39 anos, foi morto na última quarta-feira (18) durante uma abordagem policial. Cinco tiros foram disparados contra seu veículo

iG São Paulo | - Atualizada às

O enterro do publicitário Ricardo Prudente de Aquino, de 39 anos, morto a tiros pela Polícia Miliar na noite de quarta-feira (18) , foi realizado nesta manhã, na zona sul de São Paulo. O corpo de Aquino foi enterrado no Cemitério Gethsemani, por volta das 10h, na Vila Sônia. 

Amigos e familiares do publicitário participam do cortejo. Muito emocionados, os presentes clamavam por mais segurança na capital paulista e que os responsável sejam punidos.

O caso: PMs matam publicitário após abordagem em São Paulo

Mauricio Camargo/Futura Press
Familiares e amigos participam do enterro do publicitário morto durante abordagem policial, em SP



Ricardo Prudente foi morto a tiros por policiais militares na noite de quarta-feira (18), na avenida das Corujas, no Alto de Pinheiros, zona oeste da capital. De acordo com a PM, o motorista fugiu de uma tentativa de abordagem e foi interceptado e baleado depois que os policiais "visualizaram Ricardo com um objeto na mão, pensando se tratar de uma arma". O objeto seria um celular.

O subcomandante-geral da Polícia Militar (PM) de São Paulo, coronel Hudson Camilli, afirmou ontem (19) que a morte do publicitário ocorreu após uma "abordagem, que do ponto de vista técnico, não teve erro", mas que "ele fez um gesto brusco que levou à reação".

'Ele fez um gesto brusco que levou à reação', diz PM após morte de publicitário

Segundo Camilli, os policiais "imaginaram que havia uma injusta agressão. A abordagem é um momento crítico. Pelo estresse e pelo movimento brusco eles agiram". Cinco tiros foram disparados contra o carro do publicitário, dois deles atingiram a sua cabeça.

Futura Press
Carro de publicitário morto por policiais militares em São Paulo

De acordo com a PM, o veículo estava em alta velocidade, desobedecendo a uma ordem legal dos policiais. "Uma outra viatura fez a abordagem e ele tentou fugir de novo", disse Camilli. Na segunda tentativa, o carro bateu na viatura e os policiais desceram. Dispararam cinco vezes, quatro tiros atravessaram o vidro parabrisas do carro e um atingiu a lateral.

Desculpas

O coronel afirmou que a corporação lamenta o fato ocorrido e que "a PM está entristecida". "Pedimos à família e à sociedade desculpas pelo resultado". De acordo com o subcomandante, um oficial da PM foi à casa da família para pedir formalmente desculpas pela ocorrência. A polícia também ofereceu auxílio médico e psicológico.

Os soldados Luis Gustavo Teixeira, de 27 anos, e Adriano Costa da Silva, 26, e o cabo Robson Tadeu do Nascimento Paulino, 30, foram levados para o Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte, onde aguardam o resultado do inquérito policial. O caso foi registrado no 14º DP (Pinheiros), como homicídio doloso - com intenção de matar. Ainda segundo a PM, o publicitário portava uma pequena quantidade de maconha. Não foram encontradas armas em seu veículo.

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