"Toplessaço" na praia de Ipanema reúne mais fotógrafos que manifestantes

Por iG São Paulo | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Menos de dez adeptas participaram do protesto; guardas municipais e curiosos estavam cantando as mulheres

O "Toplessaço" em Ipanema foi marcado pela presença de muitos fotógrafos. Foto:  Ariel Subirá/Futura PressProtesto também atraiu curiosos. Foto:  fotophotorionewsManifestantes foram logo cercadas por fotógrafos. Foto: Foto Rio NewsManifestantes deram entrevistas. Foto: Foto Rio Newsmanifestantes pedem o "fim da repressão policial sobre os corpos". Foto: Paulo Campos/Futura PressCom grande repercussão na redes sociais, topless coletivo na praia de Ipanema não conseguiu muitas participantes. Foto: FotoRioNewsManifestantes defendem direto de fazer topless. Foto: Alessandro Buzas/Futura PressA manifestação em Ipanema foi marcada para as 10 horas deste sábado (21). Foto: Foto Rio NewsMinutos antes do horário marcado, fotógrafos já se concentravam no calçadão. Foto: Foto Rio NewsPraia de Ipanema foi palco de manifestação a favor do topless. Foto: Ariel Subirá/Futura PressHomens também apoiaram protesto. Foto: Ariel Subirá/Futura Press

A manifestação pelo direito de fazer topless, marcada nas redes sociais para as 10 horas deste sábado (21), teve pouca adesão. A grande concentração na praia de Ipanema, Rio de Janeiro, foi mesmo de fotógrafos e curiosos. Menos de dez mulheres aderiram ao movimento, sendo imediatamente cercadas, cada uma, por dezenas de repórteres e curiosos.

Conheça a home do Último Segundo

Uma das adeptas, a estudante Carolina Jovino, de 19 anos, disse ter ficado com medo da reação de alguns homens. Enquanto apoiadores gritavam "sem moralismo", vendedores ambulantes e curiosos faziam comentários machistas e piadas de baixo calão. Outros incitavam, entre piadas de incentivo e comentários agressivos, que outras mulheres, inclusive repórteres, deveriam também tirar a roupa. Até guardas municipais estavam cantando mulheres.

Toda a imprensa internacional da cidade, com mais de 100 repórteres, fotógrafos e cinegrafistas acompanhou o movimento, com frustração.

Com a prótese de silicone desnuda e purpurinada, Ana Paula Nogueira, de 34 anos, disse esperar que aos poucos o topless se torne mais natural. A cineasta disse que costuma fazer topless normalmente no exterior, como em Cuba ou na França. "Se ninguém fizer, não vai melhorar", disse.

Destaque do movimento foi a pensionista Olga Solon, de 73 anos, que soube do protesto pela mídia e resolveu apoiar. Olga posou para fotos sem blusa acompanhada pelo marido francês, mas logo colocou a roupa. Os dois moram há quatro anos no Arquipélago de Açores, em Portugal, e estão na cidade para as festas de fim de ano. Olga disse estar acostumada com o topless na Europa. "Só acho que as minhas filhas (de 51 e 53 anos) não vão gostar muito quando virem as fotos. Elas são um pouquinho conservadoras", disse.

O suposto protesto também teve a adesão de homens, que pintaram os corpos. Rennan Carmo, de 18 anos, pegou o biquíni da mãe e, junto com um amigo, vestiu a parte de cima. "Na nossa sociedade atual topless não é normal, como a gente esta vendo aqui", disse.

O evento teve mais de 8 mil adesões em página criada no Facebook convocando ao protesto, no primeiro dia do verão, que começa oficialmente hoje às 15h11. O movimento foi criado em reação a um episódio ocorrido no Arpoador, onde guardas repreenderam a atriz Cristina Flores por posar sem blusa para um catálogo de uma peça de teatro e foi obrigada a vestir a blusa.

*Com informações da Agência Estado

Leia tudo sobre: toplessaçomanifestaçãomaislidas

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas