Idosa morta após ter café com leite injetado na veia é enterrada hoje

Estagiária que cometeu o erro atuava no PAM, de São João de Meriti, havia um mês. No fim de setembro, outra idosa morreu após receber sopa na veia em Barra Mansa

O Dia |

Luiz Ackermann / Agência O Dia
Idosa morreu após ter café com leite injeado nas veias

O corpo da idosa Palmerina Pires Ribeiro, de 80 anos, será enterrado nesta terça-feira, às 10h, no cemitério de Vila Rosali, em São João de Meriti. A idosa morreu após uma estagiária de enfermagem ter aplicado uma mistura de leite com café em sua veia, no Posto de Atendimento Médico (PAM) do município.

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A Prefeitura de São João de Meriti informou nesta segunda-feira que abriu sindicância administrativa para esclarecer a morte de Palmerina no Posto de Atendimento Médico (PAM) do município, na Baixada Fluminense. Familiares da vítima acusam uma estagiária de aplicar, por engano, café com leite na veia da idosa Palmerina Pires Ribeiro, o que resultou na sua morte. O caso ocorreu neste domingo.

De acordo com a nota, tanto a estagiária técnica de enfermagem, como as enfermeiras supervisoras de estágio e de plantão na unidade de saúde foram afastadas de suas funções. A prefeitura encerra a nota informando ainda que os responsáveis pelo erro serão punidos exemplarmente e deverão também responder a inquérito aberto na 64ª DP (Vilar dos Teles).

Estagiária há um mês no PAM

De acordo com Alexandre Ziehe, delegado titular da 64ª DP de São João de Meriti, a estagiária que cometeu o erro fatal de aplicar café com leite na veia de Palmerina Pires Ribeiro, de 80 anos, tem 23 anos e atuava no PAM há apenas um mês.

O delegado não quis revelar o nome da estudante, que ainda vai prestar depoimento esta semana. Caso seja condenada pela acusação de homicídio culposo, a punição é de um a três anos de detenção, podendo ser substituída por pena alternativa de prestação de serviços.

O inquérito deverá ser concluído em 30 dias. A família de Palmerina promete denunciar o erro à Assembleia Estadual do Rio e à Secretaria Estadual de Saúde. Eles querem punição a todos os responsáveis.

Idosa morre após ter sopa injetada na veia em Barra Mansa

No fim de setembro, a polícia abriu inquérito para investigar a morte da aposentada Ilda Vitor Maciel, de 88 anos, que teve sopa aplicada na veia do braço direito em vez de medicação, na Santa Casa de Barra Mansa.

O Conselho Regional de Enfermagem (Coren-RJ) afirmou que, no dia 3 de agosto, durante fiscalização do órgão em conjunto com o Ministério Público, afastou 36 pessoas da unidade por exercício ilegal da profissão.

A paciente deu entrada na Santa Casa no dia 27 de setembro, após sofrer derrame cerebral. O Coren-RJ esteve no hospital ontem, mas não conseguiu a identificação da técnica de enfermagem que fez a troca. Segundo familiares, ela se chama Ana. O órgão deu 48 horas para que a Santa Casa informe o nome da profissional que fez o procedimento errado.

“A aplicação foi às 22h de domingo. Na segunda-feira, às 10h15, minha avó faleceu. A enfermeira só pediu desculpa pelo ocorrido, segundo minha tia que estava na hora da aplicação. Estamos indignados. O médico disse que ela estava melhorando e teria alta”, contou o neto de Ilda, o operário de máquinas Mauro Ferreira Maciel, 35.

Logo após a injeção - que deveria ser direcionada à sonda pela qual Ilda se alimentava -, ela começou a tremer, apertou a mão da filha e abriu a boca com a língua para fora. A paciente foi enterrada terça-feira no Cemitério Municipal de Barra Mansa.

A Santa Casa abriu procedimento administrativo para apurar o que ocorreu. Durante a investigação interna, a técnica de enfermagem que fez a aplicação ficará afastada. A unidade aguarda o laudo do Instituto Médico-Legal (IML) sobre a causa da morte.

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