Dia D de vacinação contra gripe visa imunizar bebês, gestantes e idosos

Por iG São Paulo |

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Campanha para imunizar público mais vulnerável segue até o dia 22 deste mês; serão mais de 65 mil postos de vacinação abertos durante o sábado, com cerca de 240 mil profissionais

Cartaz da campanha do Ministério da Saúde
Ministério da Saúde/Divulgação
Cartaz da campanha do Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde (MS) escolheu este sábado (9) para fazer um dia dedicado à mobilização de gestores, de profissionais da saúde e da população contra a gripe. A ideia do Dia D é vacinar 80% do público mais vulnerável ao vírus da gripe, como bebês, gestantes, idosos, trabalhadores da saúde e população carcerária. A estimativa é de que esse grupo seja composto por 49,7 milhões de pessoas, em toda a rede do Sistema Único de Saúde.

O ministério adquiriu, para a realização da campanha, mais de 54 milhões de doses da vacina aos estados para garantir a meta de vacinar, pelo menos, 39,7 milhões de pessoas do grupo prioritário, ou seja, parte da população que tem mais riscos de desenvolver complicações causadas pela doença. São elas: crianças de seis meses a cinco anos incompletos; pessoas com 60 anos ou mais; trabalhadores da saúde; povos indígenas; gestantes; puérperas (mulheres até 45 dias após o parto); população privada de liberdade; e funcionários do sistema prisional.

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, participa da ação em Porto Alegre (RS). Serão mais de 65 mil postos de vacinação abertos durante o sábado, que contarão com cerca de 240 mil profissionais e 27 mil veículos terrestres, marítimos e fluviais. A campanha acontece até o dia 22 de maio.

Também serão vacinados portadores de doenças crônicas não-transmissíveis ou pessoas com outras condições clínicas especiais. Segundo o MS, "a definição dos grupos prioritários segue a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS), além de ser respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias. São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias". Para receber a dose, o ministério recomenda que o cidadão leve o cartão de vacinação e o documento de identificação.

Como o organismo leva, em média, de duas a três semanas para criar os anticorpos que geram proteção contra a gripe, é fundamental realizar a vacinação no período da campanha para garantir a proteção antes do início do inverno. O período de maior circulação da gripe vai do final de maio até agosto.

A vacina disponibilizada na rede pública em 2015 protege contra os três subtipos do vírus da gripe determinados pela OMS para este ano (A/H1N1; A/H3N2 e influenza B). A vacina é segura e também é considerada uma das medidas mais eficazes na prevenção de complicações e casos graves de gripe.

Estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% e 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza.

Efeitos colaterais são raros

O ministério informa que, após a aplicação da vacina pode ocorrer, de forma rara, dor no local da injeção, eritema e enrijecimento. "São manifestações consideradas leves, cujos efeitos costumam passar em até 48 horas. A vacina é contraindicada para pessoas com história de reação anafilática prévia em doses anteriores ou para pessoas que tenham alergia grave relacionada a ovo de galinha e seus derivados." Caso haja efeito colateral, a recomendação para que o paciente procure um médico.


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