Pode comprar o que quiser com o Vale-Cultura, até ‘revista porcaria’, diz Marta

Por iG São Paulo |

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Ministra da Cultura afirma que é o trabalhador quem vai decidir com o que gastar os R$ 50 mensais do benefício; empresa precisa aderir ao programa

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, afirmou nesta quinta-feira que o trabalhador que receber o Vale-Cultura de R$ 50 mensais pode comprar o que quiser, inclusive “revista porcaria” e de “quinta categoria”. "Pode qualquer revista, não sou censora. Pode comprar revista porcaria, é o trabalhador quem decide”, disse Marta em entrevista ao programa "Bom Dia, Ministro", da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC).

Agência Brasil
Marta Suplicy diz que Vale-Cultura está sendo regulamentado

Marta explicou que o benefício está agora na fase de regulamentação “para definir o que pode e o que não pode”. “Tenho uma posição clara, a pessoa tem como gastar os R$ 50 naquele mês ou pode acumular. Na minha opinião, pode acumular”, afirmou a ministra.

Para ela, o importante é que o valor permitirá acesso à Cultura a quem “nunca teve condição de comprar um livro ou de entrar num cinema”.

Leia mais: Dilma sanciona e Vale-Cultura de R$ 50 mensais entra em vigor até julho

No fim do ano passado, a presidenta Dilma Rousseff sancionou a lei que institui o Vale-Cultura. O vale, de R$ 50 mensais, beneficiará trabalhadores celetistas que ganham até cinco salários mínimos.

Com o vale, o trabalhador poderá acessar serviços e produtos culturais nas áreas de artes visuais, artes cênicas, audiovisual, literatura, humanidades e informação, música e patrimônio cultural. A estimativa é de que no ano que vem sejam gastos R$ 500 milhões com o incentivo.

O benefício do Vale-cultura é um incentivo fiscal e não é obrigatório. A empresa vai poder descontar R$ 45 do seu imposto. O trabalhador R$ 5. O texto sancionado pela presidenta Dilma Rousseff foi aprovado em novembro na Câmara dos Deputados e em dezembro, no Senado. A partir da sanção, abre-se prazo de 180 dias para regulamentação da nova lei.

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