"Anjinhos do Brasil" é uma plataforma multimídia baseada em sete personagens infantis em forma de anjos com o objetivo de transmitir virtudes a crianças de dois a oito anos

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) acaba de lançar um site para a evangelização de crianças de dois a oito anos de idade. “Anjinhos do Brasil” é uma plataforma multimídia baseada em sete personagens infantis em forma de anjos. Cada um é responsável por uma virtude, como teologia (fé, esperança e caridade), cardeais (justiça, temperança, fortaleza e prudência) e as humanas (simplicidade, generosidade, presteza, paciência, modéstia, coragem e gentileza).

“Estes anjos vão contar para as crianças as histórias da Bíblia, a vida dos santos e as boas ações que são realizadas pelos inúmeros anjos espalhados por nosso País”, explica o diretor-geral das Edições CNBB, padre Valdeir dos Santos Goulart. Segundo ele, os anjos foram escolhidos porque “são servidores e mensageiros de Deus”. “Como criaturas puramente espirituais, os anjos são dotados de inteligência e de vontade. São criaturas pessoais e imortais. Superam em perfeição todas as criaturas visíveis.”

O projeto, criado por Sergio Valente (diretor-presidente da DM9), auxilia os pais a passarem os valores humanos e cristãos aos filhos de forma simples e divertida. Ao navegar pelo site, a criança tem informações sobre cada uma das virtudes e jogos educativos, como Anjinho Coragem contra os Horripilantes Medos Bobos e Jogo da Memória Deus Criou.

Nesse primeiro momento, o projeto vai apresenta as virtudes humanas e teologais, representando as regiões do Brasil. Em breve também haverá anjos protetores das profissões, dos esportes e dos países que estarão na Jornada Mundial da Juventude em 2013.

Anjinhos do Brasil vai ajudar os pais na catequização dos filhos
Reprodução
Anjinhos do Brasil vai ajudar os pais na catequização dos filhos

Católicos no Brasil

Entre 2000 e 2010, o Brasil manteve a tendência de pluralização religiosa da população constatada durante as últimas pesquisas censitárias realizada no País, segundo dados divulgados em junho pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os católicos passaram de 73,6% em 2000 para 64,6% em 2010. Embora o perfil religioso da população brasileira mantenha, em 2010, a histórica maioria católica, esta religião vem perdendo adeptos desde o primeiro Censo, realizado em 1872.

Segundo o IBGE, desde o primeiro recenseamento nacional até a década de 1970, o perfil religioso da população brasileira manteve como aspecto principal a hegemonia da religião católica apostólica romana, característica herdada do processo histórico de colonização do País. As demais religiões praticadas no Brasil tinham contingentes significativamente menores. Em aproximadamente um século, a proporção de católicos na população variou 7,9 pontos percentuais, reduzindo de 99,7%, em 1872, para 91,8% em 1970.

No Censo de 1970, os evangélicos somavam 5,2% e as demais religiões 2,3% do total. No recenseamento seguinte, ocorrido em 1980, teve sequência a redução de pessoas que se declararam católicas, sendo ainda elevado o percentual de adeptos dessa religião observado à época, que foi de 89% da população total.

Já no Censo de 1991, foram registradas mudanças expressivas na composição religiosa da população brasileira, notadamente, o crescimento da populaççao evangélico, que passou de 6,6% para 9% do total da população de 1980 a 1991. O segmento católico, embora majoritário, deu continuidade à tendência de declínio, com 83,0% da população.

O Censo de 2000 mostrou acentuada redução do percentual de pessoas da religião católica com 73,6%. Os resultados do Censo 2010 comprovam o crescimento da diversidade dos grupos religiosos no Brasil, revelando uma maior pluralidade nas áreas mais urbanizadas e um maior declínio da concentração católica, chegando aos 64,6%.

Esta redução no percentual de católicos ocorreu em todas as regiões, mantendo-se mais elevada no Nordeste (de 79,9% para 72,2% entre 2000 e 2010) e no Sul (de 77,4% para 70,1%). A maior redução ocorreu no Norte, de 71,3% para 60,6%, ao passo que os evangélicos, nessa região aumentaram sua representatividade de 19,8% para 28,5%. Entre os Estados, o menor percentual de católicos foi encontrado do Rio de Janeiro, 45,8% em 2010. O maior percentual era no Piauí, 85,1%.

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