Reunião entre governo e policiais frustou a categoria, que deve fazer operação-padrão em aeroportos nesta quinta-feira. Na última semana, voos atrasaram e filas irritaram passageiros

O governo não apresentou proposta às reivindicações da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) nesta quarta-feira . Os agentes da PF estão parados desde o início da semana passada e pedem reajuste salarial de 30%, reestruturação da carreira e o afastamento do diretor-geral da PF, Leandro Daiello Coimbra.

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Policiais federais protestam em Brasília, nesta quarta-feira
Agência Brasil
Policiais federais protestam em Brasília, nesta quarta-feira

O Ministério do Planejamento marcou nova reunião com a Fenapef para a próxima terça-feira, quando deverá apresentar alguma proposta. O resultado frustrou a categoria, segundo o presidente da Fenapef, Marcos Winck. "Haverá uma quinta-feira feira negra", prometeu. Na última semana, também na quinta-feira, ações dos policiais federais resultaram em atrasos em voos e filas de passageiros .

Os agentes deverão realizar operação-padrão na quinta-feira e na sexta-feira em portos, aeroportos e postos de fronteira. Os horários e como será feita a operação chamada de "Blackout" deve ser definida pelos sindicatos estaduais. Em São Paulo, a operação-padrão começará a partir das 16h30, no Aeroporto Internacional de Guarulhos. Já no Rio Grande do Sul, a fiscalização reforçada no aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, começará às 6h. As associações da Paraíba, Brasília, Goiás e outros Estados também prometem ações para toda a quinta-feira.

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O sindicato também resolveu pressionar o Ministério da Justiça por uma "posição" diante da greve. Winck relatou que um representante do Ministério da Justiça, Marcelo Veiga, assessor especial do ministro José Eduardo Cardozo, esteve no encontro com a Fenapef no Ministério do Planejamento, mas não se pronunciou sobre as reivindicações dos policiais.

O governo seguiu com os policiais o mesmo roteiro usado em outros encontros nesta semana. Duas categorias receberam na terça-feira a mesma negativa. Apenas a reunião com os técnicos-administrativos de universidades federais deve ter um desfecho, que dependerá de um acordo em relação ao reajuste salarial de 15,7% oferecido pelo governo para ser concedido em três anos.

* Com Valor Online

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