Ela sonha em estudar medicina nos Estados Unidos
Ed Wanderley
Ela sonha em estudar medicina nos Estados Unidos

A jovem que teve os cabelos escalpelados em um kart que funcionava dentro de uma rede de supermercados no Recife, em Pernambuco, apresentou uma lista de pedidos para o Grupo Big, local que abriga o kartódromo onde o acidente aconteceu. Débora Dantas perdeu o couro cabeludo e fez pedidos por meio do advogado Eduardo Barbosa para a segunda etapa do tratamento, em 2020. 

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Em nota ao G1 Pernambuco , o Grupo Big disse que Débora solicitou "pleitos que não guardam nenhuma relação com o acidente ou com a sua saúde". O financiamento de um curso preparatório de sua escolha em qualquer lugar do mundo, além do financiamento do curso da Universidade de Medicina de Harvard e o custeio de plano de saúde internacional estão entre os pedidos.

Além disso, Débora solicitou uma casa em Longwood, nos Estados Unidos. O pagamento do valor de R$ 10 milhões de dólares para que o tratamento seguisse nos Estados Unidos também foi solicitado. 

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Ao Jornal do Commercio, Débora disse que está no início do tratamento e que a fase tem como foco a reparação. Durante esse processo, Débora teria recebido a informação de que a rede não iria mais arcar com os custos do tratamento.

"Para se ter uma ideia, hoje eu tenho pontos que estão saindo da minha cabeça. E esse tratamento ainda vai levar anos da minha vida. Não é coisa que vai se resolver de um dia para o outro. O que mais me deixou abismada foi o desrespeito. É como se as nossas vidas fossem menos importantes que as deles."

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A rede de hipermercados se posicionou ainda afirmando que não se negou e nem se negará a custear os procedimentos necessários para a recuperação de Débora. Na última semana, a jovem se queixou ao saber que o Grupo Big iria parar de pagar as despesas médicas do seu tratamento.

Na segunda-feira (13), o Procon de Pernambuco notificou o Grupo Big pedindo esclarecimentos a respeito da continuidade do suporte para o tratamento de Débora. O grupo afirmou ao Procon-PE que vai monitorar o andamento dos cuidados prestados e que vai arcar com o valor de R$ 300 mil da equipe médica para que a segunda etapa do tratamento seja encaminhado em Ribeirão Preto, São Paulo


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