Candidato a Presidência da República, Flavio Bolsonaro (PL), ao lado de seus apoiadores durante o
Marina Uezima/Parceiro/Agência O Dia
Candidato a Presidência da República, Flavio Bolsonaro (PL), ao lado de seus apoiadores durante o "Bloquinho 22", na Avenida Paulista, região central de São Paulo, neste domingo (18).

A revista “piauí” revelou nesta quarta-feira (21) que em meados de 2021, auge da pandemia da Covid-19, representantes do laboratório indiano Bharat Biotech tentaram se aproximar do governo de Jair Bolsonaro (PL) para vender vacinas Covaxin.

Para isso, organizaram um churrasco numa lancha no Lago Paranoá, em Brasília, para pescar um peixe grande: o então senador Flávio Bolsonaro (PL). As iscas, além de carne nobre, eram um relógio Rolex de presente e três prostitutas contratadas para animar o convidado de luxo.

Não se sabe como a festa terminou, mas quem acompanhou a CPI da Pandemia se lembra das suspeitas envolvendo os imunizantes indianos. O valor negociado pelo governo para a compra da Covaxin na época era 1000% (sim, mil por cento) superior ao estimado pela própria fabricante.

A compra de 20 milhões de doses da vacina teria um custo de R$ 1,61 bilhão e foi intermediada por executivos da Precisa Medicamentos, os mesmos que supostamente contrataram um agente de viagem e as acompanhantes para a festa oferecida ao Zero Um.

Na época, servidores do Ministério da Saúde apontaram pressões atípicas para agilizar a liberação e inconsistências na documentação — incluindo a indicação de pagamento antecipado de US$ 45 milhões por meio de uma empresa sediada em Singapura, que não constava no contrato original.

Um desses servidores era Luís Ricardo Miranda, responsável pela importação de insumos do ministério. Foi ele quem identificou divergências nos documentos da compra (como cobrança antecipada e inconsistências no contrato com a intermediária Precisa Medicamentos) e recusou-se a liberar o processo. O relato dele foi peça-chave nos trabalhos da comissão.

O negócio da Índia só não foi adiante porque o profissional levantou a mão e o suposto esquema vazou.

Cinco anos depois, Flávio aparece agora no centro do rolo. Mais um que ele leva no currículo de presidenciável.

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