Multidão sai às ruas em ato pró-Lula em Copacabana
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Multidão sai às ruas em ato pró-Lula em Copacabana

O presidente Lula (PT) deu a largada para o segundo turno da corrida presidencial com cerca de 3 milhões de votos de desvantagem em relação a Flávio Bolsonaro (PL).

Diante do risco de ver a extrema-direita, maioria absoluta no Congresso a partir de 2027, assumir o controle do Executivo e, de quebra, do Supremo Tribunal Federal (o próximo presidente poderá indicar até cinco ministros), a militância fiel ao Partido dos Trabalhadores se mobilizou em atos que reuniu multidões pelo país. As maiores manifestações foram registradas em São Paulo, no domingo (11), e no Rio, na segunda (12), dia do feriado da Padroeira.

As mobilizações são puxadas por estudantes organizados e se espalharam pelo Brasil. Em cidades universitárias, como Juiz de Fora (MG), jovens recém-saídos da adolescência se engajaram em peso pela virada de um octogenário em busca do quarto mandato.

O campo adversário sentiu o recado. Carlos Bolsonaro (PL) foi às redes na segunda dizer que não tem nada ganho e é preciso seguir alerta. E Paulo Figueiredo, aliado da família, deu um puxão de orelhas em quem tirou férias após a vitória nas urnas. “Sabe o que me deixa PUTO da vida? Os deputados,  senadores e governadores que estão eleitos e resolveram DESCANSAR e pararam de fazer campanha. Infelizmente, a partir de agora vou começar a divulgar para que o eleitor saiba quem está ou não fazendo campanha pelo @FlavioBolsonaro”, escreveu Figueiredo nas redes.

No campo bolsonarista, a ordem é evitar acomodação e o clima de já ganhou. Há sinais em toda parte, como uma briga interna e precoce pela repartição de poder no dia seguinte da eleição.

Enquanto busca mobilizar uma resposta à altura, nas ruas, a extrema-direita apela às fake news. Mal havia terminado a manifestação da Avenida Paulista e a turma divulgou um vídeo falso em que uma mulher aparecia usando droga no ato pró-Lula. A mulher nem no Brasil estava, e coube ao Tribunal Superior Eleitoral mandar Flávio e apoiadores como Pablo Marçal e Tarcísio de Freitas apagarem o vídeo das redes.

Sem a montagem, coube à turma espalhar imagens associando os rivais a atos de vandalismo durante a manifestação.

O jogo vai ser assim até o fim da campanha, com o TSE pressionado por ações de lado a lado. Uma delas é o pedido para a derrubada do canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG). Flávio acusou o grupo de espalhar fake news, e o presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, tirou o canal do ar durante a madrugada. A medida foi revisita por ordem da Corregedoria da corte eleitoral, que não viu indícios das irregularidades apontadas pela campanha de Flávio.

Guerra suja é assim: tem mentira até na acusação de que o rival espalha mentiras.

Serão longos 12 dias até a votação.

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