
Um homem partiu para cima de Marina Silva durante uma caminhada da candidata da Rede ao Senado no centro de São Paulo.
Era o primeiro ato de campanha da ex-ministra ao lado de Fernando Haddad (PT).
Passado o susto, e já com o extremista afastado po seguranças, a ex-ministra falou sobre o episódio. Disse que o homem se atirou na frente dela com gestos e palavras hostis. “Hoje foi comigo. Eu espero e trabalharei muito para que esses sejam episódios isolados”, disse.
A hostilidade lembra os piores momentos da última eleição – e essa mal começou.
Resultado direto da polarização, em que adversários são tratados como inimigos e a encarnação de todo mal na vida dos eleitores, a violência política não é brincadeira. Nem se resume a desconforto nos almoços em família ou briguinhas de rede social.
Basta lembrar o caso do guarda municipal Marcelo Arruda, ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores morto a tiros durante a própria festa de aniversário de 50 anos. O tema da celebração era Lula. O assassinato invadiu a festa e disparou contra o aniversariante após uma discussão sobre política. Bolsonarista, o policial penal Jorge Guaranho foi condenado a 20 anos de detenção e hoje compre a pena em regime domiciliar.
Não foi o único caso e, como sabemos, não será o último.
Quem está no palanque é responsável direto pelo que acontece no cotidiano. Não dá para qualificar como retórica, ou brincadeira, discursos sobre metralhar adversários.
Este é só o primeiro dia oficial de campanha e estamos há 0 dias sem casos de agressão ou intimidação.
Toda solidariedade a Marina Silva.