A candidata da Rede ao Senado por SP, Marina Silva
Michelle Valente / enviada especial do Portal iG
A candidata da Rede ao Senado por SP, Marina Silva

Um homem partiu para cima de Marina Silva durante uma caminhada da candidata da Rede ao Senado no centro de São Paulo.

Era o primeiro ato de campanha da ex-ministra ao lado de Fernando Haddad (PT).

Passado o susto, e já com o extremista afastado po seguranças, a ex-ministra falou sobre o episódio. Disse que o homem se atirou na frente dela com gestos e palavras hostis. “Hoje foi comigo. Eu espero e trabalharei muito para que esses sejam episódios isolados”, disse.

A hostilidade lembra os piores momentos da última eleição – e essa mal começou.

Resultado direto da polarização, em que adversários são tratados como inimigos e a encarnação de todo mal na vida dos eleitores, a violência política não é brincadeira. Nem se resume a desconforto nos almoços em família ou briguinhas de rede social.

Basta lembrar o caso do guarda municipal Marcelo Arruda, ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores morto a tiros durante a própria festa de aniversário de 50 anos. O tema da celebração era Lula. O assassinato invadiu a festa e disparou contra o aniversariante após uma discussão sobre política. Bolsonarista, o policial penal Jorge Guaranho foi condenado a 20 anos de detenção e hoje compre a pena em regime domiciliar.

Não foi o único caso e, como sabemos, não será o último.

Quem está no palanque é responsável direto pelo que acontece no cotidiano. Não dá para qualificar como retórica, ou brincadeira, discursos sobre metralhar adversários.

Este é só o primeiro dia oficial de campanha e estamos há 0 dias sem casos de agressão ou intimidação.

Toda solidariedade a Marina Silva.

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