Trump faz post com foto ao lado de Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, em rede social
Reprodução Truth Social/Donald Trump
Trump faz post com foto ao lado de Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, em rede social

Lula não sabia, mas contratou uma encrenca quando saiu da reunião com Donald Trump batendo no peito e dizendo que era amigo do tirano.

A ideia era passar ao mundo a imagem de um político habilidoso capaz de dobrar o tigre, neutralizar conspiradores e deter as ameaças comerciais dos Estados Unidos. Chegou a dizer até que entre eles rolou uma "química".

Parecia que, noves fora as diferenças ideológicas, o pragmatismo político e a habilidade diplomática sempre prevaleceriam.

Mal virou as costas o novo amigo mostrou os dentes.

Orientado por Marco Rubio, secretário de Estado próximo dos Bolsonaro e um dos mais radicais aliados da gestão, Trump anunciou novas tarifas, citou preocupação com falsas perseguições políticas no Brasil, ajudou a colocar o processo eleitoral em dúvida, e ainda retirou o visto da embaixadora do Brasil em Washington.

O que era um restabelecimento da parceria comercial histórica se transformou na maior crise diplomática entre as duas nações.

Tudo isso, ou quase tudo, chegou como vendaval na pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira.

O levantamento apontou uma recuperação de Flávio Bolsonaro (PL) em entre eleitores que se declaram da direita, mas não bolsonarista em um eventual segundo turno contra Lula. Só neste grupo ele cresceu de 74% para 81% das preferências.

Para 43% do eleitorado, o presidente errou a mão na resposta à ofensiva norte-americana. A reação é mal avaliada porque, ao menos até aqui, não acabou bem.

Lula ainda lidera a pesquisa, tanto no primeiro quanto no segundo turno. Tem 39% das intenções de voto na primeira fase, contra 30%  do principal adversário.

No provável “mata-mata”, o resultado é mais apertado: 44% a 39%. Antes ele tinha 8 pontos de vantabem. Agora são 5.

Não é à toa que Lula elegeu Trump como principal alvo durante a convenão do PT em que foi oficializado candidato à reeleição.

O presidente larga com aliados, tempo de TV e palanques nos principais estados praticamente definidos. neste início da campanha.

Flávio patina em tudo isso. Não conseguiu amarrar nenhum partido do centrão no seu barco, só agora definiu um vice (fraco), Alfredo Gaspar, de seu partido, o PL, e passou um mês vendo a divulgação de fotos suas com tudo o que não presta no mundo político e empresarial.

Ainda assim está no páreo.

Isso mostra que a conspiração, tocada pelo irmão, Eduardo, a quilômetros daqui, já apresenta os primeiros frutos.

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