
Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (29) mostra uma ampla vantagem de Lula sobre os concorrentes no primeiro turno da sucessão ao Palácio do Planalto.
O petista marca 44,9% das intenções de voto, perto já de liquidar a fatura, seguido por Flávio Bolsonaro (PL), com 35,8%.
Juntos, Renan Santos (Missão), com 7,8%, Ronaldo Caiado (PSD), com 3,1%, e Romeu Zema (Novo), com 2,8%, somam pouco mais de 10% das preferências.
No segundo turno, Lula crava 49,2% das intenções e Flávio, 42,9%.
É uma distância considerável para uma pesquisa com margem de erro de apenas 1%.
A boa notícia para Flávio é que Lula já é conhecido e, em tese, não teria mais pra onde crescer.
O desafiante tem a campanha inteira para mostrar a que veio. E essa é também a má notícia.
Até agora, quanto mais os eleitores descobrem sobre a personalidade do Zero Um, mais se afastam dele. E o viés é de alta, já que tem escândalo ainda para sair do manancial – os relacionados a Lula já são conhecidos há muito tempo.
Outra má notícia para Flávio vem de outra pesquisa, a Quaest, que mediu as intenções de voto para governador de São Paulo.
Tarcísio de Freitas (Republicanos) segue favorito para se reeleger, mas não com a facilidade que ele projetava. O atual chefe do Palácio dos Bandeirantes tem 41% das preferências, contra 26% de Fernando Haddad (PT).
É um desempenho suficiente para garantir que a disputa vá para o segundo turno – o que garantiria mais algumas semanas de palanque ativo para Lula no maior colégio eleitoral do país.
O desempenho entre paulistas será crucial para as pretensões do petista. Como foi, aliás, em 2022.