A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro
Divulgação PL Mulher
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro

Na família Bolsonaro tem ao menos uma pessoa que anda rindo à toa ao ver o filho primogênito do ex-presidente se enroscar no arame farpado do Banco Master logo na largada da corrida ao Planalto.

Em um evento em Brasília, nesta terça-feira (19), Michelle Bolsonaro foi perguntada sobre o que achava das andanças de um dos enteados com Daniel Vorcaro, preso e invesntigado pela Polícia Federal sob a suspeita de promover a maior fraude bancária da história.

Menos do que a resposta, chama a atenção a reação da ex-primeira-dama.

Ela poderia fazer como outros colegas do Partido Liberal, que lambuzaram o rosto com óleo de peroba e foram às câmeras dizer, sem corar, que não tem problema nenhum um senador da República pedir dinheiro a um banqueiro investigado para rodar um filme sobre o pai.

É o que qualquer parente faria numa situação como essa.

Michelle, não. Ela nem se arriscou a colocar a mão no fogo por Flávio. Saiu pela tangente, diante da pergunta, sorrindo. E ainda mandou o repórter perguntar ao Flávio o que o Flávio achava disso tudo.

A ex-primeira-dama não deve ser a única que mal contém a euforia com o noticiário. 

Na fila de ex-aliados que foram escanteados pelos filhos de Jair, o hoje deputado e postulante a pré-candidato a senador Ricardo Salles (Novo-SP) já mede as roupas do defunto enquanto ele agoniza em praça pública.

Segundo ele, Michelle tem tudo para liderar uma candidatura presidencial que finalmente empolgasse os eleitores. “Foi vislumbrada, inclusive esses dias, uma eventual composição de uma chapa pura feminina da (ex-ministra da Agricultura de Bolsonaro, atualmente senadora pelo PP-MS) Tereza Cristina e Michelle”, disse ele, em entrevista à BBC Brasil.

“É uma chapa forte, sem dúvida alguma. Eu teria a simpatia de apoiar”, afirmou, também com a satisfação saindo pelos poros.

Outro que deve estar sorrindo por dentro é Tarcísio de Freitas (Republicanos). Não sem a amargura de saber que o escândalo foi detonado pouco mais de um mês após a data-limite para se desincompatibilizar do cargo e disputar a sucessão presidencial.

Michelle não tem as mesmas amarras. Está na pista prontinha para ser abatida pelos enteados e o próprio marido caso o posto fique vago.

Mas, no abraço dos conflitos familiares públicos e privados, é ela, pelo menos até aqui, quem ri por último.

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