Jair Bolsonaro
Tania Rego / Agencia Brasil
Jair Bolsonaro

A defesa de Jair Bolsonaro (PL) pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorização para a realização de uma nova cirurgia. Desta vez, o ex-presidente será submetido a um procedimento, na sexta-feira (24) ou sábado (25), no ombro direito.

Ainda segundo a defesa, Bolsonaro “apresenta quadro de dor persistente e incapacidade funcional” no membro. 

“O exame físico e os exames de imagem indicam lesão de alto grau do tendão do supraespinhal, com retração importante, comprometimento do terço superior do tendão do subescapular, subluxação da cabeça longa do bíceps e lesões associadas, contexto em que foi formalmente indicado procedimento cirúrgico para fixação das lesões do manguito rotador do ombro direito e lesões associadas, por via artroscópica, de acordo com Relatório Médico realizado pelo Dr. Alexandre Firmino Paniago, datado de 14/04/2026″ Defesa de Jair Bolsonaro


Os advogados do ex-chefe do Executivo solicitam a Moraes a liberação de "todos os atos médicos preparatórios, pré-operatórios, internação, realização do procedimento, pós-operatório e reabilitação correlata diretamente vinculados ao tratamento cirúrgico indicado”. 

Prisão domiciliar

Em março de 2026, o ministro  Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acatou pedido de concessão de prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida tem prazo de 90 dias para depois reavaliar a decisão.

A decisão determinou que a prisão deverá ser cumprida integralmente no endereço residencial de Bolsonaro, com o uso de tornozeleira eletrônica. Além disso, autoriza visitas permanentes de seus filhos e advogados, nas mesmas condições legais do estabelecimento prisional, como também visitas médicas permanentes, sem necessidade de comunicação prévia, observadas as determinações legais e judiciais anteriormente introduzidas.

Bolsonaro chegando de tornozeleira e colete em casa
Reprodução/CNN
Bolsonaro chegando de tornozeleira e colete em casa


O ex-mandatário está proibido de usar celular, telefone ou qualquer outro meio de comunicação externa, direta ou indireta, por meio de terceiros. O descumprimento das regras implicará a revogação da prisão domiciliar e o retorno ao regime fechado ou, se necessário, ao hospital penitenciário.

 Bolsonaro (PL) foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes a 27 anos  3 meses de reclusão. 



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