
Um ofício encaminhado nesta quinta-feira (20) ao Supremo Tribunal Federal informou que a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) encomendou a morte do ex-policial militar Ronnie Lessa, atualmente preso em Tremembé, São Paulo. O documento foi produzido pelo sindicato que representa os policiais penais de São Paulo.
Ronnie Lessa, condenado pelo assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-SP) e do motorista Anderson Gomes, foi transferido da penitenciária de Campo Grande para o presídio de Tremembé.
Em razão dessa transferência, o sindicato solicitou que o STF reavalie a decisão, argumentando que há muita tensão e preocupação no complexo prisional.
De acordo com o documento, lideranças do PCC ordenaram a morte de Lessa na cadeia, pois ele é um matador confesso de Marielle, ex-policial militar e possui vínculos com a milícia do Rio de Janeiro, sendo considerado um inimigo da facção.
Essas informações foram divulgadas pelo Portal UOL. O sindicato acredita que a presença de Lessa pode desencadear uma série de crimes e até mesmo uma rebelião no presídio de Tremembé, que atualmente está superlotado.
O sindicato também relatou que não é possível monitorar adequadamente Ronnie Lessa no presídio, conforme determinou o ministro Alexandre de Moraes, do STF. Essa situação pode acarretar problemas em relação à segurança do condenado.
O documento foi enviado também à Secretaria de Administração Penitenciária, ao promotor Linkoln Gakiya e à desembargadora Ivana David.
Atualmente, não há qualquer indício de que o STF reavaliará a transferência de Ronnie Lessa, que está em uma cela individual, sem contato com os outros presos.
Morte de Marielle Franco
A morte da vereadora Marielle Franco ocorreu em 14 de março de 2018, no Rio de Janeiro. A ativista, conhecida por sua atuação em defesa dos direitos humanos, especialmente das mulheres, negros e moradores de favelas, foi assassinada a tiros junto com o motorista Anderson Gomes enquanto retornava de um evento político.
As investigações sobre o caso levaram tempo, e apenas em março de 2019 dois ex-policiais militares, um deles foi Ronnie Lessa, foram presos sob a acusação de envolvimento no assassinato.
O ex-PM fez um acordo de delação premiada e afirmou que os mandantes do crime foram os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão, que foram presos em março e se tornaram réus nesta semana. O ex-chefe da Polícia Civil, do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa, também recebeu voz de prisão.




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