Rosa Weber, ministra do Supremo Tribunal Federal (STF ), se aposentará no final de setembro deste ano e desde já vem se fortalecendo um debate acerca da indicação de uma outra mulher para ocupar o seu lugar na Corte.
Isso porque, entre os 11 ministros que compõem a Suprema Corte, há apenas duas mulheres. Além da presidente do STF, a outra ministra titular é Cármen Lúcia.
Diante disso, Weber destacou, nesta segunda-feira (7), que a falta de representatividade feminina nos espaços de poder "significa um déficit para a própria democracia brasileira".
A gaúcha de Porto Alegre é apenas a terceira mulher a ocupar o mais alto posto do Poder Judiciário brasileiro, chegando ao cargo após 46 anos de carreira na magistratura.
A fala da ministra foi feita em Fortaleza (CE), local onde ela participa da da Jornada Maria da Penha. O evento é organizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e também pelo Tribunal de Justiça do estado do Ceará (TJCE).
Em junho deste ano, no dia em que o presidente Lula (PT) indicou Cristiano Zanin à Corte, ela já havia lançado luz sobre o assunto.
“No Brasil, nós temos muitas mulheres na base da magistratura, na Justiça em primeiro grau, mas o número decresce no intermediário. Na cúpula, nos tribunais superiores, o número é ínfimo", enfatizou.