Pré-candidatura de Alessandro Molon é motivo de conflito entre PSB e PT
Ricardo Stuckert e Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Pré-candidatura de Alessandro Molon é motivo de conflito entre PSB e PT

Começou a circular em grupos de WhatsApp, nesta quarta-feira (3) um áudio em que a deputada federal Benedita da Silva (PT) do Rio de Janeiro, afirma que Carlos Siqueira, presidente nacional do PSB, não está cumprindo com o acordo feito na aliança no Rio de Janeiro. O destinatário do áudio não é conhecido.

O conflito acontece porque o PSB ignorou os seus aliados petistas e lançou Alessandro Molon (PSB) ao Senado , mesmo já tendo colocado o nome de Marcelo Freixo (PSB) na disputa pelo Governo do Rio. Na terça, (2) o diretório estadual do PT no Rio aprovou uma resolução de retirada do apoio à candidatura de Marcelo Freixo, caso o PSB não retire Molon da corrida pelo Senado e aceite a indicação petista. Neste caso, a presença do ex-presidente Lula no palanque de Freixo, bem como o tempo de TV do partido, não são garantidos.

"Quem não está cumprindo acordo é o presidente nacional do PSB. Lula disse que o seu candidato é André Ceciliano (PT) ao Senado e foi Lula que pediu que o PT abraçasse Freixo. Agora o PSB quer que fique Freixo e Molon? Nem Lula concorda com isso", critica a deputada federal.

Ainda em áudio, Benedita comenta que já precisou se sacrificar várias vezes, inclusive, retirar seu nome para Molon ser candidato. "A vida é dura, quem é realmente militante vai pro sacrifício, tá na cara que Molon não é! Não foi no PT quando as coisas ficaram ruins e não está sendo agora, quando ele quer minar a candidatura do Freixo", comenta.

Semana passada, Carlos Siqueira defendeu Molon e mostrou apoio para o deputado federal seguir na disputa. A briga retrata a clara divisão no partido, onde Freixo é um dos que lideram a pressão sobre Molon, em nome de um acordo que dá ao PT a vaga ao Senado.

Em nota, Molon comenta que sua pré-candidatura já tem o apoio de quatro partidos – PSB, PSOL, Rede e Cidadania – e aparece em primeiro lugar na última pesquisa para o Senado. "Mais uma vez reafirmo: não fiz e não participei de qualquer acordo para ceder ao PT a vaga para o Senado. Temos o dever de derrotar o bolsonarismo no Rio de Janeiro (…). O momento gravíssimo que o Rio de Janeiro enfrenta exige bom senso e responsabilidade”, declara.

Talíria Petrone, Deputada Federal e Presidenta da Federação PSOL/REDE, lançou nota onde afirma que seu partido abriu mão de lançar candidaturas para Presidência, Governo Estadual e Senado e entende a legitimidade da estratégia do PT de ter candidatura própria ao Senado no Rio de Janeiro, mas "exigir a retirada do candidato que, em sucessivas pesquisas, é o mais bem posicionado para derrotar o candidato do bolsonarismo, Romário, escapa à lógica."

"As ruas dizem que o melhor para a esquerda fluminense hoje é seguir com Freixo e Molon. Se não for possível, com duas candidaturas ao Senado. Porém sem esvaziar a campanha a governador de Freixo, sob risco de Castro vencer. A Federação PSOL/REDE já definiu por consenso apoio a Freixo e Molon. Também não há hipótese de apoiarmos Ceciliano, por motivos já expostos em outras ocasiões. Esperamos que a responsabilidade prevaleça na esquerda fluminense", finaliza a nota.

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