Sergio Moro afirmou que trabalha para candidatura única nas eleições
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Sergio Moro afirmou que trabalha para candidatura única nas eleições

O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, admitiu Luciano Bivar como representante da pré-candidatura pelo União Brasil e afirmou estar em discussão o seu espaço nas eleições de 2022. A declaração foi dada aos jornalistas após um evento do Lide em Ribeirão Preto (SP), nesta sexta-feira (29).

Moro ainda declarou estar focado em lançar uma candidatura forte de terceira via, mesmo com seu nome fora da pauta entre o chamado centro democrático. Ao ser questionado sobre a sua exclusão da lista de presidenciáveis do partido, o ex-ministro desconversou e disse estar ajudando o partido nas negociações com MDB, PSDB e Cidadania.

"Hoje no União Brasil meu trabalho está sendo ajudar a formação desse centro para que possamos ter uma candidatura competitiva. O pré-candidato é o presidente do Partido, Luciano Bivar, e vamos ver se há possibilidade de composição com outros partidos para uma candidatura única ou não", afirmou.

"Meu espaço, o que vou fazer ainda em 2022, estou na política, estou discutindo políticas públicas, mas meu espaço específico ainda está em objeto de discussão", concluiu Moro.

Sergio Moro era pré-candidato à presidência da República pelo Podemos, mas em março trocou a legenda pelo União Brasil. Na época, Moro não avisou sobre a troca e seu "padrinho" político, o senador Álvaro Dias (Podemos-PR), rompeu com o ex-ministro.

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O juiz chegou a propor a sua candidatura à presidência pelo novo partido, mas sofreu forte resistência da ala política ligada ao ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, um dos caciques da legenda. A pressão enfraqueceu o nome de Moro, que acabou mudando o seu domicílio eleitoral para São Paulo. Ainda há negociações para que o ex-ministro componha uma chapa ao Senado ou ser candidato a deputado federal.

Para Moro, a troca do Podemos pelo União Brasil se fez necessária devido à necessidade de lançar uma candidatura competitiva. O ex-juiz ainda revelou que a relação entre ele e o antigo partido já estava desgastada.

"Eu tive que recuar quando eu estava no Podemos e fazer essa transferência, porque entendo que precisamos ter uma candidatura alternativa e competitiva e isso exige um partido com estrutura maior. Tenho agradecimento em relação ao Podemos, poderia tecer uma série de críticas aqui em relação ao que vi, mas entendo que não é o caso", concluiu.

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** João Vitor Revedilho é jornalista, com especialidade em política e economia. Trabalhou na TV Clube, afiliada da Rede Bandeirantes em Ribeirão Preto (SP), e na CBN Ribeirão. Se formou em cursos ligado à Rádio e TV, Políticas Públicas e Jornalismo Investigativo.

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