Doria e Eduardo leite se encontram em São Paulo
Cristiano Mariz / Agência O Globo
Doria e Eduardo leite se encontram em São Paulo


Depois de uma série de embates internos pela disputa à presidência da República pelo PSDB, os ex-governadores

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 e Eduardo Leite se encontraram em São Paulo na tarde desta terça-feira. A ideia da reunião partiu do gaúcho e foi aceita por Doria.

De acordo com interlocutores, os dois buscam estabelecer um canal de diálogo e avaliam que o acirramento do conflito interno pode fragilizar a posição do partido na chapa negociada com outras forças de centro por uma candidatura única.

No momento, a senadora Simone Tebet (MDB-MS) desponta como o nome favorito para encabeçar a chapa, segundo fontes que acompanham as conversas entre PSDB, MDB e União Brasil. A vice, no entanto, está mais distante dos tucanos, já que União Brasil indicou o seu próprio presidente, Luciano Bivar, para fazer parte da aliança. A legenda de Bivar tem o maior tempo de televisão e também a maior fatia do Fundo Eleitoral.

Nos últimos dias, aliados de Doria vinham sinalizando com a possibilidade de judicialização da disputa, já que o estatuto tucano prevê a homologação na convenção partidária do candidato vencedor das prévias.

Embora tenha sido derrotado na eleição interna, Leite tenta correr por fora e busca apoio dos demais partidos do consórcio de centro. O entendimento do entorno do gaúcho é que as siglas da aliança não estão submetidas ao regramento do PSDB.

O entorno de Leite sustenta que no caso de um enfrentamento jurídico, Doria perderia no diretório nacional, como já ocorreu em outra ocasião, quando o paulista tentou expulsar o deputado Aécio Neves da sigla.

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Ao GLOBO nesta terça-feira, Leite disse que busca uma solução política para o conflito. Ele reiterou que a rejeição de Doria nas pesquisas de intenção de voto tem provocado resistência nos partidos aliados de centro que negociam uma candidatura única.

“Uma candidatura não se sustenta juridicamente, tem que se sustentar politicamente. Confio que a política vai se encarregar de resolver, não tenho preocupação com aspectos jurídicos”, afirmou Leite.


A declaração do gaúcho foi feita após um encontro com o ex-presidente Michel Temer, que tem atuado como uma espécie de mediador para pacificar os conflitos na terceira via.

De acordo com aliados do ex-presidente, Temer concordou com a avaliação que a solução do conflito tucano e também da resistência ao nome de Tebet no MDB precisa ser política, já que na sigla também há resistência interna de lideranças que defendem a candidatura do ex-presidente Lula.

Ao mesmo tempo, Doria tem atuado para diminuir seu isolamento na sigla e quer aparar arestas após seu rompimento com o presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, num episódio em que este defendeu que o pacto dos partidos de centro estava acima das prévias. Na segunda-feira, o paulista havia conversado com Araújo e ambos avaliaram que seria melhor acalmar os ânimos.

Um movimento de trégua no PSDB já havia sido iniciado pelo deputado Aécio Neves (PSDB-MG) em entrevista ao GLOBO na semana passada, quando o mineiro fez elogios a Doria e às entregas de sua gestão em São Paulo, mas disse que sua alta rejeição nas pesquisas de intenção de voto prejudicavam a montagem de chapas do partido nessas eleições e poderia levar a sigla ao encolhimento.

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