Ex-ministro da Justiça Sergio Moro
Lula Marques / Fotos Públicas
Ex-ministro da Justiça Sergio Moro

Em live nesta sexta-feira (28), Sergio Moro esclareceu os serviços prestados para a empresa Alvarez & Marsal. Como se fosse uma entrevista, Kim Kataguiri realizou perguntas para que Moro explicasse o contrato que foi fechado com a empresa e a consultoria prestada. 

No início, o ex-juiz chamou o processo de 'dia da transparência' e reforçou que não houve nada de errado com os serviços prestados para o setor privado. Segundo Moro, ele recebia US$ 45 mil por mês, o valor líquido ficava cerca de US$ 24 mil. Em reais, o salário corresponde cerca de R$ 242,5 mil. 

A live foi marcada após Bruno Dantas, ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), determinar a abertura de uma investigação sobre possíveis irregularidades cometidas por Moro durante o período que trabalhou para Alvarez & Marsal, responsável pela recuperação judicial da Odebrecht.

Moro esclareceu que a relação com a empresa investigada pela operação Lava Jato é distante. Segundo ele, a empresa Alvarez & Marsal possuí várias filiais com CPJ distintos, sendo assim, seu salário não estava atrelado aos serviços prestados para Odebrecht. 

Além disso, o ex-juiz alegou que no contrato com empresa havia uma clásula que garantia a distância entre o processo da Lava Jato e o serviço prestado por ele. "Eu não prestaria nenhum serviço para empresa envolvida na operação Lava Jato, estava no contrato", disse. 

Moro fez questão de afirmar que não realizou a prestação de contas por pressão política. "Não estou fazendo isso por CPI, eles sabem que não vão encontrar nada de errado", afirmou. Ele também disse que o TCU está comentando abuso de poder.

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Em tom político, Moro direcionou ataques a Lula e Bolsonaro e pediu início de "campanha BolsoLula", para que os políticos também façam uma prestação de contas de processos em que são acusados.





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