Blogueiro bolsonarista Allan dos Santos
Alessandro Dantas/ PT no Senado
Blogueiro bolsonarista Allan dos Santos

O ministro da Justiça, Anderson Torres, afirmou nesta quarta-feira que fará uma análise "de forma técnica" da ordem de extradição do blogueiro Allan dos Santos. A extradição foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que também decretou a prisão preventiva de Santos, que está nos Estados Unidos.

Em sua decisão , Moraes determinou que o Ministério da Justiça inicie o procedimento de extradição de Santos. Esse procedimento tem que ser intermediado pelo Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), órgão do Ministério da Justiça. Além disso, o nome do blogueiro será encaminhado para a Interpol.

Entretanto, em entrevista nesta quarta ao lado do presidente Jair Boslonaro, Torres afirmou que ainda irá analisar a decisão:

— Assim que a ordem judicial chegar nós vamos fazer uma análise disso — disse Torres, em entrevista à rádio Jovem Pan. — É um assunto que vai ser tratado de uma forma técnica, observando os critérios legais, o que pode ser feito e o que não pode ser feito.

Na entrevista, Bolsonaro questionou se o pedido de prisão foi feito pela Polícia Federal (PF):

— A Polícia Federal pediu a prisão do Allan dos Santos. É isso mesmo?

O ministro confirmou, mas disse que ainda há uma "série de requisitos" a serem cumpridos:

— Exatamente. Houve uma representação da Polícia Federal, que foi acatada pelo Supremo Tribunal Federal. A gente está analisando os critérios e tudo que foi feito, porque independente da ordem de prisão existe uma análise técnica pelo Ministério da Justiça. Depois, no cadastramento disso dentro da Interpol tem uma série de requisitos ainda a serem cumpridos.

O GLOBO apurou que a determinação para que o blogueiro fosse preso foi expedida há mais de 15 dias pelo ministro do STF. A embaixada do Brasil em Washington já foi informada.

Allan dos Santos foi alvo da nova determinação por ter continuado a articular ataques às instituições democráticas. A Procuradoria-Geral da República (PGR) opinou contra a prisão.

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