Deputado estadual de SP Douglas Garcia (PTB)
Divulgação/Alesp
Deputado estadual de SP Douglas Garcia (PTB)

Ex-aliados, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o deputado estadual Douglas Garcia (PTB-SP) bateram boca no Twitter e Garcia voltou a acusar o filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de dar aval para o dossiê contra “antifascistas”, que reuniu dados pessoais de opositores do governo. O bolsonarista chamou Eduardo de “mimado” e disse que ele se “acovardou” diante das investigações do caso.

“Você se acovardou quando viu que eu estava com quase uma centena de processos e investigações do MP! Você me deixou sozinho pois teve MEDO, mas eu bati no peito e tô enfrentando até hoje!”, publicou o deputado estadual.

Eduardo havia publicado que Douglas Garcia “quis protagonismo” quando foi eleito e só foi "dividir" algo com ele quando o caso do dossiê veio a tona.

“Douglas Garcia (...) foi eleito e quis protagonismo. Nos processos judiciais a mesma postura, só foi "dividir" algo quando foi acusado pela imprensa de ilegalmente passar nome de antifascistas para Embaixada EUA, daí disse que eu estava junto”, postou Eduardo.

O deputado estadual bolsonarista é acusado de ser um dos autores do dossiê, com o nome de pelo menos mil pessoas identificadas como militantes antifascistas, revelado no ano passado. À Justiça, ele negou a autoria e disse que Eduardo teria entregado o relatório ao governo dos Estados Unidos.

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Douglas Garcia também é alvo do inquérito das fake news, conduzido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ele era filiado ao PSL, mas foi expulso da sigla no ano passado.

A discussão no Twitter começou quando Eduardo fez uma série de postagens para rebater o chefe de gabinete de Garcia, Edson Salomão, que expôs nas redes o racha entre os ex-aliados. O assessor reclamou que Eduardo havia dito que problemas deveriam ser tratados no “privado”, mas o bloqueou na rede social. “Sempre estive a disposição para resolver qualquer desentendimento”, escreveu Salomão, que é o um dos fundadores do movimento Direita São Paulo.

“Dizer q está aberto p conversa interna e expor uma reclamação publicamente é no mínimo cínico e já diz mto sobre vc”, retrucou Eduardo Bolsonaro.

Eduardo diz que parou “de seguir Douglas, assim como ele já fez comigo” e que bloqueou "outros assessores seus que me batem sem qualquer motivo também” por “levar porrada e receber energia negativa”.

Garcia retrucou:

“Vc deixou de me seguir porque é mimado e eu não gosto de bajular ninguém. Não foi meu papai que me entregou a cadeira de deputado, se eu cheguei aqui, foi por mérito”.

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