Carlos Wizard, apontado como um dos membros do 'gabinete paralelo' e defensor da cloroquina
Adriana Lorete/Agência O Globo
Carlos Wizard, apontado como um dos membros do 'gabinete paralelo' e defensor da cloroquina

A CPI da Covid decidiu pedir condução coercitiva do  empresário Carlos Wizard, apontado como um dos membros do 'gabinete paralelo' do ministério da Saúde, que tem ignorado as notificações da comissão convocando-o para depor. A informação foi dada pelo vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (REDE-AP), à CNN Brasil.

A CPI afirmou ter recebido informações de que o empresário está atualmente nos Estados Unidos. Se a Justiça autorizar a condução coercitiva, ela pode ser executada já no aeroporto pela Polícia Federal.

Nesta quinta-feira, o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), afirmou que a comissão está "tendo dificuldades para notificá-lo". "Se ele não responder, vamos pedir a condução coercitiva dele. Ele passou um mês trabalhando no Ministério da Saúde junto com Eduardo Pazuello e era daquele gabinete paralelo. O que o Carlos Wizard foi fazer no Ministério da Saúde? Passou um mês lá", disse o senador.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) aprovou a quebra de sigilos telemáticos e telefônicos de Wizard e de outras figuras ligadas à crise da pandemia da Covid-19.

Dentre os alvos estão o ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, o ex-chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, e da secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, conhecida como "Capitã Cloroquina".

O iG tentou contato com Carlos Wizard, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

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