Ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT)
Filipe Araujo/ Fotos Públicas
Ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT)

O ex-ministro de São Paulo Fernando Haddad (PT) falou, nesta sexta-feira (21), sobre a a proximação dos ex-presidentes Lula (PT) e FHC (PSDB), selada em almoço entre os dois e uma postagem em clima amistoso nas redes sociais.  Em entrevista à CNN Brasil , Haddad relembrou alianças passadas entre os dois partidos para afirmar que o encontro foi um "gesto comum para a política e para a história do PT e do PSDB".

"Fernando Henrique e Lula nunca trataram adversários como inimigos, são pessoas que militaram juntos. (...) São duas pessoas que venceram na política, que se tornaram presidentes por oito anos, concluíram seus mandatos de oito anos e são pessoas que nunca colocaram em dúvida as regras da democracia (...) [O encontro] é um gesto comum na política e na história do PT e do PSDB", afirmou.

Haddad afirmou que Lula se comprometeu a apoiar qualquer candidato de oposição contra Bolsonaro caso o PT não leve um representante ao segundo turno, e citou o apoio do partido à eleição de Eduardo Paes (DEM) à prefeitura do Rio de Janeiro (RJ).

"O PT deu apoio ao Eduardo Paes, do DEM, para derrotar o bolsonarismo, na capital do Rio de Janeiro. Muita gente esquece, mas, em 1998, Mário Covas foi para o segundo turno com Paulo Maluf e só conseguiu a reeleição por conta do apoio explícito do PT, lembrou Haddad.

Candidatura ao governo de São Paulo

Sobre a especulação de sua candidatura ao governo de São Paulo em 2022, Haddad disse que mantém conversas com outros partidos como PSB, PCdoB, PSOL para criar um "amplo leque do campo progressista" para oferecer uma alternativa para o estado.

O ex-prefeito disse ser ainda muito cedo para especular se o PT lançará candidatura própria em São Paulo e reforçou que a prioridade é criar um "caminho para a renovação" em São Paulo, "sem Doria e sem Bolsonaro". 

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