Em entrevista, o jornalista lamentou o
Montagem iG / Wikimedia Commons e Aloizio Mercadante Oliva
Em entrevista, o jornalista lamentou o "assassinato à Lava Jato"

Nesta quarta-feira (17), o jornalista Boris Casoy analisou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que anulou todas as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) relacionadas à Lava Jato , em entrevista ao programa Pânico , da Jovem Pan . Casoy disse que, após a decisão de Fachin, o Partido dos Trabalhadores (PT) está argumentando que o ex-presidente é inocente e que "Lula está posando de anjo".

"De vez em quando a política me dá muita raiva. Muitos políticos se elegem por suas riquezas. Os escolhidos não representam grande parte da população que é pobre, que passa fome. Não temos uma representação que fale por esse pessoal. Não sou esquerdista, acredito que a solução é a liberdade. No entanto, mesmo vivendo em um regime democrático, não temos a liberdade como garantia, o que podemos perceber vendo a maneira como a Lava Jato está sendo assassinada", afirmou.

"A operação tem seus defeitos, mas fez muita coisa boa. Agora estão inventando moda. O PT está argumentando que  Lula é inocente, mas ele não foi inocentado. Os processos foram anulados por erros processuais, mas Lula está posando de anjo. Outros condenados se aproveitarão da situação para reduzirem suas penas", disse.

Casoy afirmou que, apesar de seus 85 anos de experiência, não percebe muitas mudanças no cenário político brasileiro e sugeriu uma mudança no sistema de votos do país. "O Brasil precisa modificar muitas coisas na política, como criar o voto distrital ou o voto distrital misto. Somos um dos poucos países do mundo que ainda não têm essa modalidade de votos. Além disso, devemos autorizar urgentemente a candidatura independente, acabar com as verbas para eleição e partidos, extinguir o paternalismo".

Na ocasião, ele também se mostrou favorável à realização de uma reforma tributária. "Está mais do que na hora de fazermos uma reforma tributária que favoreça a maior parte da população afinal, a proposta que está sendo discutida é pior do que a maneira como os tributos já estão postos", concluiu.

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