Ex-presidente Lula
Ricardo Stuckert
Ex-presidente Lula

Opositores ao PT foram às redes sociais para comentar a decisão do ministro Edson Fachin, do STF, que anulou todas as condenações do ex-presidente Lula no âmbito da Operação Lava Jato . A anulação permite que o petista deixe de ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa e permite que novamente se torne elegível para cargos públicos.

Em uma publicação feita no Twitter, a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) chamou Lula de "bandido". Ela é uma das aliadas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que permaneceram no PSL após ele deixar o partido.

A decisão de Fachin também foi comentada pelo deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), que criticou o ministro por "se fazer de morto por 4 anos".

O deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP) lamentou a decisão a favor de Lula e disse que a anulação das condenações do ex-presidente favorecem Bolsonaro em 2022. "Lula elegível. Bolsonaro acaba de ser reeleito. Desolador", resumiu o parlamentar.

Ex-aliada de Bolsonaro, a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) também se manifestou. "Entendam! Jair Bolsonaro e Lula, seus bandidos e iludidos estão em festa", escreveu a parlamentar.

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O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta também usou o Twitter para se pronunciar e disse que "os extremos comemoram" a decisão do ministro Edson Fachin. Para Mandetta, tanto Bolsonaro quanto Lula "se nutrem um do outro". "Mais que nunca o povo de bem terá que apontar o caminho para pacificar esse país", escreveu o ex-ministro.


Fachin tomou a decisão de forma monocrática, ou seja, foi um entendimento individual do ministro. A anulação, a princípio, não vai a plenário para o julgamento dos demais ministros do STF. Isso só vai acontecer se alguém entrar com recurso contra a decisão. A Procuradoria-geral da República já planeja um recurso.

Ao decidir sobre pedido de habeas corpus da defesa de Lula em novembro do ano passado, Fachin declarou a incompetência da Justiça Federal do Paraná nos casos do tríplex do Guarujá , do sítio de Atibaia e das doações ao Instituto Lula. Segundo o ministro, a 13ª Vara Federal de Curitiba não era o "juiz natural" dos casos.

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