A defesa do ex-presidente Lula desistiu de 2 habeas corpus que seriam julgados nesta 6ª feira
Lula Marques/Agência PT
A defesa do ex-presidente Lula desistiu de 2 habeas corpus que seriam julgados nesta 6ª feira

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva desistiu de 2  habeas corpus  que seriam julgados nesta sexta-feira (05) pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Nos dois recursos, os advogados de Lula pedem a suspeição dos juízes federais João Pedro Gebran Neto e Carlos Eduardo Thompson Flores, ambos do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região). As informações são do jornal Poder 360 .

O pedido de desistência foi oficializado na noite desta quinta (04). O relator do caso, ministro Edson Fachin, aceitou a solicitação e retirou os habeas corpus da pauta. O caso seria julgado pela 2ª Turma do Supremo. Os advogados do petista pedem a suspeição de Thompson Flores e Gebran Neto, relator dos casos da Lava Jato no TRF-4, no julgamento do processo do sítio de Atibaia (SP). Nele, Lula teve a pena aumentada, de 12 anos e 11 meses, para 17 anos, 1 mês e 10 dias. E, caso a suspeição fosse reconhecida, pedem a invalidação do processo.

O objetivo da defesa é adicionar novas provas ao caso, considerando o conteúdo de conversas hackeadas apreendidas na operação Spoofing, atribuídas a procuradores da operação Lava Jato e ao ex-juiz federal Sergio Moro. O ministro Ricardo Lewandowski, do STF, autorizou à defesa de Lula o acesso ao conteúdo apreendido. 

De acordo com as conversas, a defesa do ex-presidente diz que Thompson Flores teria elogiado decisões de Moro em casos da Lava Jato sem ler as sentenças. Já sobre Gebran Neto, relator dos casos da Lava Jato no TRF-4, os advogados afirmam que o juiz tinha uma "amizade íntima" com ex-juiz federal.

Na petição de desistência da ação contra Flores, os advogados do petista mencionam as mensagens que foram anexadas ao processo de Lula . As conversas também indicam que o juiz teria se encontrado com o procurador da República Antônio Carlos Welter para discutir quem iria assumir a 13ª Vara Federal e julgar o processo do sítio.

Na petição de desistência do habeas corpus contra Gebran Neto, a defesa também cita as mensagens e um episódio de 2018, envolvendo uma de soltura do TRF-4 que não foi cumprida. Para os advogados, havia provas do envolvimento do juiz no caso. A defesa afirma que para continuar esse processo de suspeição dos juízes federais é necessário incluir as provas. A defesa do ex-presidente ainda está analisando o material apreendido na operação Spoofing.

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