Senadora Simone Tebet (MDB-RS)
Pedro França/Agência Senado
Senadora Simone Tebet (MDB-RS)

A senadora Simone Tebet (MS) ficou sem o apoio do MDB e vai ser candidata independente à presidência do Senado . A decisão da parlamentar ocorre após ela ser preterida pelo próprio partido, que começou a fazer negociações para entrar no bloco de Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que foi lançado pelo atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e tem a chancela do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). 

Nesta quarta-feira (27), o líder do MDB no Senado,  Eduardo Braga (MDB-AM) disse que analisa "cenário" para a candidatura de Tebet a assumiu que algumas expectativas de apoio à senadora acabaram frustradas.

Na prática, a decisão sela um abandono do MDB à candidatura de Simone. Ainda assim, o grupo da candidata estima que ela consiga cerca de 9 votos dos 15 senadores da bancada.

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Braga nega que a posição do MDB seja em troca de cargos, mas, sim, para respeitar o princípio da proporcionalidade de bancadas partidárias no Senado e se chegar a um consenso. Segundo o parlamentar, Tebet informou ontem mesmo que seria "candidata avulsa para não constranger aqueles que defendem outras posições".

Braga buscou minimizar a falta de apoio do próprio MDB. "A Simone, sendo candidata da bancada ou avulsa, terá votos dentro do MDB. Não tenho dúvidas disso", disse. Ele ainda acrescentou que percalços enfrentados pelo caminho "só valorizam a luta".

A ausência de mais apoios a Simone já vinha frustrando tanto o grupo da candidata quanto parte dos colegas emedebistas. Ainda assim, ela e seus aliados mais próximos apostam em trabalhar para atrair dissidentes "sem alarde" e tentar surpreender na eleição, que está marcada para a segunda-feira (1º).

Até o momento, somente o MDB e o Podemos haviam declarado apoio formal a Simone. Embora conte com apoios individuais de senadores de outros partidos, nenhuma outra sigla optou por embarcar oficialmente em sua candidatura.

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