Governador de São Paulo João Doria (PSDB)
Governo do Estado de São Paulo/Divulgação
Governador de São Paulo João Doria (PSDB)

O governo do estado de São Paulo negou que o governo federal teve participação na compra de insumos farmacêuticos para a produção da CoronaVac , vacina do Instituto Butantan , em território nacional. Por meio de nota, a gestão do governador João Doria (PSDB) disse que "não é verdade" o que disse o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que divulgou nas redes sociais a importação de 5,4 mil litros do ingrediente como um feito do Palácio do Planalto .

"Todo o processo de negociação com o governo chinês para a liberação de 5.400 litros de insumo para a vacina do Butantan foi realizado pelo Instituto e pelo Governo de São Paulo, que vem negociando com os chineses a importação de vacinas e insumos desde maio do ano passado", diz nota divulgada nesta segunda-feira (25) pelo governo estadual.

Ainda de acordo com o texto, a negociação entre São Paulo e a China "é contínua e nunca foi interrompida, mesmo quando o governo federal através do presidente da República anunciou publicamente em mais de uma ocasião, que não iria adquirir a vacina por causa de sua origem chinesa".

Segundo o governo estadual, foram importados até agora quatro lotes de vacinas e insumos sem nenhuma participação do governo Bolsonaro e a compra mais recente ainda não está em aeroporto, mas em instalações da Sinovac, em Pequim. Mais detalhes serão divulgadas por Doria em entrevista coletiva nesta terça-feira (26) ao lado do embaixador chinês, Yang Wanming.

Em sua publicação, Bolsonaro afirmou que os insumos devem chegar "nos próximos dias", sem definir uma data específica para que isso ocorra. Esse material é considerado a "farinha do pão" para que doses da vacina de Oxford também possam ser produzidas nacionalmente.

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