Próximo prefeito de São Paulo será definido neste domingo (29)
Reprodução
Próximo prefeito de São Paulo será definido neste domingo (29)

No próximo domingo (29), os paulistanos irão às urnas para escolher o próximo prefeito de São Paulo.  Entre as principais preocupações geradas pela pandemia do novo coronavírus está a educação . Milhares de alunos, matriculados na rede municipal, estão sem aulas presenciais desde março.

O Portal iG conferiu o programa de governo dos candidatos e convidou especialistas para analisar principais desafios que o prefeito que assumirá no dia 1º de janeiro terá para a educação .

"Serão organizar as escolas e formar os professores para a redução das desigualdades educacionais, que se aprofundaram durante a pandemia, alem de preparar a rede de educação infantil para atender a demanda reprimida durante o período de fechamento das escolas ", acredita Alexandre Schneider, ex-secretário de educação de SP (2006 - 2012 e 2017-2019) e presidente do Instituto Singularidades.

Para o educador José Pacheco Jr, formado em licenciatura em física pela USP e Co-Fundador do Força Estudo Personalizado e do Instituto Educador, o primeiro ponto a ser discutido em relação ao retorno às aulas é a segurança do ponto de vista dos especialistas de saúde. "Deve ser um consenso de quem representa a área na prefeitura, priorizando a vida das pessoas antes de qualquer coisa."

Outro necessidade citada pelo educador é zerar a fila das creches , problema histórico da capital paulista.

"Essa fila tem uma diferença grande em diferentes distritos, existindo uma relação direta entre a renda direta do distrito e a fila. Então é preciso implementar políticas públicas que dêem conta por distrito. Acredito que o caminho seja manter as creches conveniadas, que têm feito um bom trabalho, mas também fazer uma transição de aumento para a rede própria", pontua.

Você viu?

Veja as principais propostas dos dois candidatos


Bruno Covas (PSDB)


O candidato à reeleição tem, em seu plano de governo, uma parte dedicada à "infância". Com o nome "Toda Criança Importa" , o projeto visa expandir a Bolsa Primeira Infância e zerar a fila de espera por vagas em creches.

A campanha diz que as crianças que já estão na fila serão contempladas com uma vaga, e todas as mães que fizernem o pré-natal no Programa Mãe Paulistana terão assegurada uma vaga para os filhos nas creches da prefeitura. O programa diz também que os estudantes poderão estudar em escolas filantrópicas e particulares para zerar o contingente.

Sobre os desafios do pós-pandemia, Bruno Covas propõe recuperar o calendário afetado pela crise sanitária “com proposta pedagógica eficaz que garanta o aprendizado de todos e oferte reforço escolar”.

Para as famílias, Covas promete a implantação de um novo modelo de compra de uniformes e material escolar, com repasse da verba diretamente a elas, e, sobre os professores, o plano promete "manter a política de valorização", com pagamento de prêmios por desempenho.

Covas também fala em inclusão digital e diz que, se eleito, a capital paulista terá 12 novos CEUs construídos, com salas de aulas modernizadas, com a distribuição de 465 mil tablets com internet para os alunos do Ensino
Fundamental.

Guilherme Boulos


O candidato do PSOL fala em transformar a capital em uma “Cidade Educadora”. Ele cita algumas principais diretrizes: "a universalização da qualidade nas escolas municipais" por meio da destinação de 31% das receitas arrecadadas ao Ensino; adequação do orçamento da cidade ao Plano Municipal de Educação; e reversão do processo de privatização, terceirização e conveniamento no setor.

A campanha diz também que é necessário enfrentar as desigualdades educacionais que aumentaram durante a pandemia. Ele defende implementar novos equipamentos eletrônicos e de acesso à internet para todos os estudantes e retornar às aulas "apenas quando for seguro e dentro dos protocolos de segurança sanitária".

Guilherme Boulos também propõe a valorização dos docentes e demais profissionais da educação com mecanismos de evolução funcional e progressão salarial, convocação dos aprovados nos concursos públicos, parcerias com universidades públicas visando a formação continuada, e programas de prevenção ao adoecimento.

A educação na capital, segundo Boulos, deve ser inclusiva , com o fortalecimento da educação aos indígenas, aos adultos, aos surdos, e com um material pedagógico que "valorize as comunidades tradicionais de matriz indígena e africana".

    Veja Também

    Mais Recentes

      Comentários