Disputa entre Boulos e Covas pode parar na Justiça Eleitoral
O Antagonista
Disputa entre Boulos e Covas pode parar na Justiça Eleitoral

O candidato do PSOL, Guilherme Boulos, entrou na Justiça nesta segunda (23) contra seu oponente Bruno Covas (PSDB) por suposto abuso de poder e uso indevido da máquina pública para fins eleitorais durante a campanha.

Os advogados de Boulos usam como base um áudio compartilhado em aplicativo de mensagem pelo secretário da Educação da gestão Covas, Bruno Caetano. Caso a Justiça entenda que houve abuso de poder, a chapa do PSDB pode ser cassada, culminando em inelegibilidade do candidato tucano.

De acordo com o sistema eletrônico de acompanhamento processual, a justiça eleitoral ainda não analisou a ação.

Procurada pelo portal iG,  a assessoria divulgou nota negando as acusações de Boulos. "Acreditamos que tenha batido o desespero na campanha do candidato do PSOL, já que ele terá que explicar o inexplicável. O que importa aqui são as propostas para a Educação e o futuro das crianças de São Paulo. Basta ir lá, na página 18 de seu programa de governo e ler com clareza que o candidato quer reverter o processo de conveniamento na educação", diz.

O pronunciamento afirma ainda que "nem ele [Boulos] sabe que os convênios em São Paulo existem apenas no ensino infantil para ampliar as vagas em creches".

"Agora cria uma verdadeira cortina de fumaça, usando a Justiça Eleitoral para espalhar Fake News", continua a nota oficial.

Entenda o caso

No áudio, Caetano critica a candidatura de Boulos e comenta a respeito de declarações do candidato sobre creches conveniadas da cidade.

"Tem uma declaração do Boulos falando mal da rede de parceiros. Podem espernear, podem tentar o que quiserem, mas 'tá' lá, cravado, a posição", disse o secretário no áudio.

O secretário refere-se a um trecho do programa de governo que diz que o candidato do PSOL pretende "reverter, gradativamente, o processo de privatização, terceirização e conveniamento da educação".

Boulos também acusa Covas de uso idevido da máquina pública. Segundo sua campanha, "há, ainda, fortes indícios de que a mensagem de Bruno Caetano tenha circulado em grupos utilizados para comunicação de assuntos internos da Secretaria e para comunicação da Secretaria com as conveniadas".

Matéria em atualização

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