Esta é a nona fase da Operação Calvário.
Reprodução/TV Cabo Branco
Esta é a nona fase da Operação Calvário.

A Polícia Federal realizou, na manhã desta terça-feira (27), mais uma fase da Operação Calvário, que apura desvios nos serviços de saúde e educação e investiga a gestão do atual governador, João Azevêdo (sem partido).

Desta vez, o alvo foi o conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) Arthur Paredes Cunha Lima.

Segundo informações do G1, os agentes cumpriram dez mandados de busca e apreensão em João Pessoa, Bayeux e Cabedelo, na Paraíba, em Sergipe, e em Brasília, no Distrito Federal. Os mandados foram expedidos pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Francisco Falcão.

O atual governador da Paraíba João Azevêdo (sem partido) não é alvo da ação desta terça-feira, que apura crimes de lavagem de dinheiro praticados pelo conselheiro afastado Arthur Paredes Cunha Lima e por pessoas ligadas a uma das organizações sociais que recebiam propina de fornecedores.

A Justiça também bloqueou bens de outros investigados no inquérito, como o ex-governador e candidato à Prefeitura de João Pessoa Ricardo Coutinho (PSB), suspeito de chefiar o esquema.

De acordo com as investigações , organizações sociais direcionavam os gastos das unidades estaduais para fornecedores, que, posteriormente, repassavam parte do valor a agentes públicos.

Levantamentos apontam que de 2011 a 2019, o Governo da Paraíba empenhou 2,4 bilhões de reais, tendo sido pago mais de R$ 2,1 bilhões, para OSs investigadas O dano ao erário é estimado em mais de R$ 134 milhões.

A defesa de Ricardo Coutinho informou às 12h20 que ainda não teve acesso à decisão do STJ e que vai se informar sobre o processo antes de se pronunciar.

O TCE informou que Arthur Cunha Lima afastado desde dezembro de 2019 e não mantém contato com o TCE ou servidores. Outros dois conselheiros do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba são investigados no inquérito .

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