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Jefferson Rudy/Agência Senado
O senador Chico Rodrigues (DEM-RR), vice-líder do governo no Senado


A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (14), uma operação para investigar desvios em aplicação de recursos de combate ao novo coronavírus envolvendo parlamentares e apreendeu dinheiro vivo dentro da cueca do vice-líder do governo Bolsonaro no Senado, Chico Rodrigues (DEM-RR) .


Os investigadores, que cumpriam busca e apreensão contra o senador, em sua residência em Roraima, encontraram notas de dinheiro que totalizaram cerca de R$ 30 mil escondidas em seu corpo . Parte das notas de dinheiro estaria dentro do seu ânus e entre suas nádegas . A PF registrou em fotos e vídeos o momento dessa apreensão.

Além disso, os investigadores encontraram outros R$ 10 mil em sua residência.

A operação foi deflagrada com autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso para investigar desvios milionários em recursos de combate à pandemia destinados por meio de emendas parlamentares à Secretaria de Saúde de Roraima.

O senador é membro da Comissão Mista do Congresso Nacional que acompanha a execução de recursos relacionados ao combate ao novo coronavírus.

Procurada, a assessoria de Chico Rodrigues confirmou que houve busca e apreensão na sua residência, mas afirmou desconhecer a apreensão de dinheiro com o senador.

Em 4 de outubro de 2017, o deputado Eduardo Bolsonaro chamou José Guimarães (PT-CE) de "deputado do cuecão", em referência ao episódio no qual um assessor do parlamentar foi flagrado com dinheiro na cueca . No ano passado, ele voltou a chamar Guimarães de "deputado do cuecão" ao reclamar da resistência da oposição para votar a reforma da previdência.

Em março de 2016, o presidente Jair Bolsonaro , então como deputado federal, fez um discurso contra o PT no plenário da Câmara. "Quero dizer ao líder do PT, que há pouco passou por esta tribuna, que presidencialismo de coalisão não é vale-tudo, não. Não é jogar ministério para cima e enfiar dinheiro na cueca de assessor parlamentar, não", disse Bolsonaro.

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