Agência Brasil

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ESTADÃO CONTEÚDO
Comissão do Senado aprova convite para Ernesto Araújo falar sobre visita de Pompeo


O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e o senador Rogério Carvalho (PT-SE) protagonizaram um breve bate-boca , nesta quinta-feira (24), durante audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado.


Araújo causou irritação por duas razões : uma delas é que, em resposta ao senador petista Jaques Wagner (BA), disse que o Brasil virou pária no mundo nos governos do PT, e não no governo Bolsonaro. A outra foi ao falar sobre um acordo anticorrupção que será assinado com os Estados Unidos.

"Em governos anteriores algumas pessoas gostariam que negociássemos acordos pró-corrupção , e estamos negociando acordos anticorrupção", disse Araújo.

Rogério Carvalho pediu a palavra para pedir respeito ao chanceler aos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Desafiou Araújo a falar sobre corrupção na família do presidente Jair Bolsonaro.

"Vossa excelência respeite para ser respeitado. Quando o senhor fala de corrupção, precisa explicar corrupção na família do president e Bolsonaro", disse o senador, mencionando como exemplos de petistas inocentados Fernando Pimentel, João Vaccari Neto, Delúbio Soares e José Genoino.

Carvalho também comprou a briga de Jaques Wagner. "O Brasil não foi pária durante o governo de Lula e Dilma. Quadruplicou o comércio internacional, estabeleceu relações com todos os países do hemisfério Sul, fortaleceu o Mercosul."

Ernesto Araújo disse que quem foi chamado de pária foi o governo Bolsonaro, "de maneira totalmente inverídica". E reclamou do tom agressivo usado pelo senador.

"Não elevei a voz, como o senador Rogério levantou aqui. Também gostaria de ter esse respeito em relação a mim. Toda avaliação, às vezes, é subjetiva, mas não há elemento subjetivo que embase a afirmação de que o Brasil está perdendo prestígio . Não há absolutamente nenhum fato objetivo", disse.

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