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Carlos Magno / GERJ
O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, foi afastado do cargo

O governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), usou seu perfil no Twitter nesta quinta-feira (17) para comentar decisão de comissão na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) que deu continuidade em votação unânime para seu processo de impeachment . Witzel escreveu que é vítima de um "linchamento político".

"Combati o crime organizado e a corrupção, que tentou se instalar no meu governo. Eu determinei a investigação dos contratos da Saúde e afastei os suspeitos. O linchamento político do qual tenho sido vítima deixará marcas profundas no RJ", publicou o governador.

Apesar do revés, Witzel disse que recebeu a notícia "com respeito e tranquilidade". "Além da defesa por escrito, antes da votação em plenário farei a minha defesa presencial, demonstrando que não cometi crime de responsabilidade. Tenho confiança em um julgamento justo", afirmou.

A comissão que analisou o parecer do impeachment precisava que pelo 13 dos 24 parlamentares presentes aprovassem o documento, que foi de autoria de Ricardo Bacellar (SDD). No entanto, todos os os deputados estaduais votaram a favor.

O deputado Dionísio Lins (PP), único que poderia ficar ao lado do governador afastado, disse acreditar em sua boa fé, mas declarou que as denúncias precisam ser julgadas pela comissão mista de deputados e desembargadores.

Já João Peixoto não compareceu ao plenário e está ausente por licença médica por estar internado com Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2).

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