Doria
Governo do Estado de São Paulo/Divulgação
Governador criticou "falta de compaixão" demonstrada pelo presidente Bolsonaro

Nesta segunda-feira (24), data que marcou a volta de João Doria às coletivas sobre a situação da pandemia da Covid-19 no estado de São Paulo , o governador aproveitou a abertura do evento para mandar um forte recado ao presidente  Jair Bolsonaro após a ameaça de agressão feita a um jornalista no último final de semana.

Não me lembro, ao longo da minha existência, de nenhum presidente que tenha dito isso frontalmente a um jornalista, que gostaria de agredi-lo. É uma posição lamentável e triste para alguém que ocupa a presidência da república do Brasil. Quero registrar ao veículos de comunicação, aos jornalistas brasileiros, que mais uma vez foram ameaçados verbalmente", afirmou Doria .

"Presidente Jair Bolsonaro , tenho a obrigação de dizer, como filho de um deputado cassado pelo golpe militar de 64, vítima portanto da ditadura militar nesse pais, que nem o senhor, nem ninguém vai afrontar a democracia do brasil, nem vai amedrontar ou emparedar jornalistas ou veículos de comunicação do nosso país. A democracia é mais forte que o senhor. Ela já resistiu em tempos recentes a outras ameaças, e resistirá ao senhor também, com seu ímpeto de flertar com o autoritarismo", continou.

Na sequência, o governador lamentou a "falta de compaixão" demonstrada pelo presidente ao fazer pronunciamento neste domingo (23) e não lembrar sequer uma vez de mencionar as vítimas da pandemia no Brasil, que já causou a morte de quase 115 mil pessoas , ou mesmo quem segue batalhando contra a doença.

"Que falta de compaixão, presidente Bolsonaro . Tenho a impressão de que o senhor ama apenas a si próprio e aos seus filhos, e despreza a vida dos brasileiros que o elegeram", finalizou Doria .

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